A versão 1.0.3 do Mulberry Delta (ou Paper Boat) trouxe melhorias de desempenho em vários mapas de Paper Mario, além de aprimorar o suporte a texturas alternativas e em alta definição. O recomp do clássico de Nintendo 64 também ganhou um editor de atributos em fase beta, que permite alterar os pontos de vida, ataque, defesa e chances de ataque dos inimigos e parceiros. As configurações podem ser salvas e carregadas em arquivos JSON, facilitando o compartilhamento de diferentes combinações.
Outra novidade é a possibilidade de personalizar a barra de informações da tela, alterando seu tamanho, escala, cores e transparência, além de escolher se ela deve ficar sempre visível. Também dá para exibir contadores de Star Pieces e medalhas. Para quem gosta de brincar com as regras do jogo, três medalhas de qualidade de vida, Speedy Spin, Peekaboo e I Spy, ganharam uma opção que permite usá-las sem gastar pontos de medalha. Já nas ferramentas de edição do save, o inventário de cartas ficou mais completo e agora permite modificar os itens, em vez de apenas consultar quais estão guardados.
A atualização também corrige uma série de problemas gráficos e de funcionamento. A câmera não deve mais congelar em determinados momentos quando o jogo roda acima de 30 FPS, algo que ficava especialmente visível nos prédios de Shiver City. Foram corrigidos ainda erros na exibição da interface em telas ultrawide, efeitos visuais de personagens, animações de vinhas, transições de tela e alguns efeitos sonoros que continuavam tocando durante as batalhas.
Outros ajustes resolvem falhas na importação de saves do Nintendo 64, problemas com barras de vida dos inimigos após reiniciar a partida e situações em que cartas e dicas eram marcadas incorretamente como já recebidas. O Mulberry Delta 1.0.3 também recebeu correções para travamentos no Windows, Linux e macOS, além de ajustes para telas de alta resolução no Windows e para compilações com Vulkan, embora esse modo gráfico ainda não esteja habilitado.
PaperBoat | Paper Mario pra PC aprimorado para mods e muito superior ao de Nintendo 64
Paper Mario, o RPG do Nintendo 64 que transformou Mario, Goombas, Koopas e uma quantidade absurda de papel em personagens de uma aventura de RPG, ganhou um port nativo para PC através do projeto PaperBoat, desenvolvido pela equipe Harbour Masters. O projeto pega a versão de Nintendo 64 de Paper Mario e transforma o jogo em uma versão que roda diretamente em Windows, Linux e macOS, sem depender de emulador.
O PaperBoat é baseado no trabalho de descompilação do PaperMario-DX, seguindo a mesma linha de outros projetos da Harbour Masters que transformaram clássicos do Nintendo 64 em ports para computadores. Isso é diferente de simplesmente colocar o jogo para funcionar dentro de um emulador. O código do game foi reconstruído para permitir uma versão nativa, abrindo espaço para recursos modernos e modificações que seriam bem mais chatos de implementar no hardware original.
E Paper Mario combina pra caramba com esse tipo de projeto porque o original já era um RPG bastante peculiar para o Nintendo 64. Lançado pela Nintendo no ano 2000, o jogo coloca Mario em uma aventura de JRPG completa com combate por turnos, parceiros, pontos de experiência, equipamentos, habilidades e uma história cheia daquele humor típico da série. A estética de personagens feitos de papel também ajuda a explicar o nome do projeto, porque aparentemente até o barco dessa vez resolveu ser de papel.
No PC, PaperBoat permite trabalhar com resoluções maiores, diferentes proporções de tela e taxas de quadros elevadas. O projeto da Harbour Masters também utiliza interpolação de quadros para permitir framerates acima do funcionamento original, além de oferecer suporte a controles modernos e teclado. Dá para jogar em tela cheia e ajustar diferentes opções gráficas, deixando o velho Paper Mario bem menos preso às limitações de uma televisão e de um Nintendo 64 de décadas atrás.
Outro ponto importante é o suporte a mods. O PaperBoat possui uma estrutura para carregar assets personalizados, usando arquivos próprios do projeto e uma pasta de mods. A ideia é facilitar a criação de novas experiências e a adaptação de conteúdos visuais, incluindo texturas personalizadas. Para um jogo com aquele visual cheio de personagens, cenários e objetos desenhados como recortes de papel, isso abre uma porta enorme para modificações.
O projeto também permite escolher diferentes sistemas de renderização. No Windows, o DirectX 11 é a opção padrão, enquanto OpenGL funciona nas plataformas suportadas e o Metal atende ao macOS. Essa escolha pode ser útil caso determinada configuração apresente problemas gráficos ou travamentos, já que o próprio PaperBoat permite trocar o backend de renderização.
PaperBoat também não é um pacote que vem com a ROM de Paper Mario escondida dentro de um arquivo de 200 MB chamado FINAL_DEFINITIVO_AGORA_VAI.zip. O projeto não distribui os arquivos protegidos do jogo. Para utilizar o port, é necessário fornecer uma cópia compatível de Paper Mario, com o projeto oferecendo até uma ferramenta para verificar se o dump corresponde à versão suportada. Isso mantém o funcionamento do port separado da distribuição dos arquivos originais do Nintendo 64.
A versão para PC é distribuída para Windows, Linux e macOS. No Windows, basta extrair o pacote e executar o arquivo do PaperBoat. No Linux, o projeto fornece uma AppImage, enquanto no macOS existe um aplicativo próprio que pede a cópia compatível do jogo. Ou seja, não é aquele tipo de projeto que exige abrir o terminal, invocar três demônios e sacrificar uma placa de vídeo para descobrir por que o Mario está com a cabeça dentro do chão.
Para quem conhece Paper Mario pelo Nintendo 64, a graça está em poder levar aquele RPG de 2000 para um ambiente completamente diferente sem transformar o jogo em um remake. A aventura continua sendo a mesma, com seus combates por turnos, parceiros, mapas, chefes e personagens de papelão com problemas sérios de vida pessoal, mas agora existe uma versão nativa para PC preparada para receber recursos e mods que não cabiam naquela caixinha cinzenta que ficava embaixo da televisão.
O PaperBoat é baseado no trabalho de descompilação do PaperMario-DX, seguindo a mesma linha de outros projetos da Harbour Masters que transformaram clássicos do Nintendo 64 em ports para computadores. Isso é diferente de simplesmente colocar o jogo para funcionar dentro de um emulador. O código do game foi reconstruído para permitir uma versão nativa, abrindo espaço para recursos modernos e modificações que seriam bem mais chatos de implementar no hardware original.
E Paper Mario combina pra caramba com esse tipo de projeto porque o original já era um RPG bastante peculiar para o Nintendo 64. Lançado pela Nintendo no ano 2000, o jogo coloca Mario em uma aventura de JRPG completa com combate por turnos, parceiros, pontos de experiência, equipamentos, habilidades e uma história cheia daquele humor típico da série. A estética de personagens feitos de papel também ajuda a explicar o nome do projeto, porque aparentemente até o barco dessa vez resolveu ser de papel.
No PC, PaperBoat permite trabalhar com resoluções maiores, diferentes proporções de tela e taxas de quadros elevadas. O projeto da Harbour Masters também utiliza interpolação de quadros para permitir framerates acima do funcionamento original, além de oferecer suporte a controles modernos e teclado. Dá para jogar em tela cheia e ajustar diferentes opções gráficas, deixando o velho Paper Mario bem menos preso às limitações de uma televisão e de um Nintendo 64 de décadas atrás.
Outro ponto importante é o suporte a mods. O PaperBoat possui uma estrutura para carregar assets personalizados, usando arquivos próprios do projeto e uma pasta de mods. A ideia é facilitar a criação de novas experiências e a adaptação de conteúdos visuais, incluindo texturas personalizadas. Para um jogo com aquele visual cheio de personagens, cenários e objetos desenhados como recortes de papel, isso abre uma porta enorme para modificações.
O projeto também permite escolher diferentes sistemas de renderização. No Windows, o DirectX 11 é a opção padrão, enquanto OpenGL funciona nas plataformas suportadas e o Metal atende ao macOS. Essa escolha pode ser útil caso determinada configuração apresente problemas gráficos ou travamentos, já que o próprio PaperBoat permite trocar o backend de renderização.
PaperBoat também não é um pacote que vem com a ROM de Paper Mario escondida dentro de um arquivo de 200 MB chamado FINAL_DEFINITIVO_AGORA_VAI.zip. O projeto não distribui os arquivos protegidos do jogo. Para utilizar o port, é necessário fornecer uma cópia compatível de Paper Mario, com o projeto oferecendo até uma ferramenta para verificar se o dump corresponde à versão suportada. Isso mantém o funcionamento do port separado da distribuição dos arquivos originais do Nintendo 64.
A versão para PC é distribuída para Windows, Linux e macOS. No Windows, basta extrair o pacote e executar o arquivo do PaperBoat. No Linux, o projeto fornece uma AppImage, enquanto no macOS existe um aplicativo próprio que pede a cópia compatível do jogo. Ou seja, não é aquele tipo de projeto que exige abrir o terminal, invocar três demônios e sacrificar uma placa de vídeo para descobrir por que o Mario está com a cabeça dentro do chão.
Para quem conhece Paper Mario pelo Nintendo 64, a graça está em poder levar aquele RPG de 2000 para um ambiente completamente diferente sem transformar o jogo em um remake. A aventura continua sendo a mesma, com seus combates por turnos, parceiros, mapas, chefes e personagens de papelão com problemas sérios de vida pessoal, mas agora existe uma versão nativa para PC preparada para receber recursos e mods que não cabiam naquela caixinha cinzenta que ficava embaixo da televisão.
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