Poucos livros baseados em videogames conseguem ir além da adaptação da história original. Assassin's Creed: Unity, de Oliver Bowden, é um dos casos em que a proposta é justamente ampliar os acontecimentos do jogo da Ubisoft, mostrando detalhes que ficaram de fora e colocando um dos personagens centrais em primeiro plano. Publicado em 2014 pela Penguin Books e lançado no Brasil pela Galera Record, o romance transporta para as páginas a Paris da Revolução Francesa, mantendo o universo da franquia, mas oferecendo uma perspectiva diferente da apresentada nos consoles.
O grande diferencial do livro é que a narrativa deixa de acompanhar apenas Arno Dorian e passa a explorar principalmente o ponto de vista de Élise de la Serre. Boa parte da história é construída a partir de seu diário, permitindo conhecer melhor seus pensamentos, seus conflitos como integrante da Ordem dos Templários e sua relação com Arno. Para quem jogou Assassin's Creed Unity, essa mudança acrescenta contexto a diversos acontecimentos e ajuda a desenvolver uma personagem que muitos jogadores gostariam de ter visto com mais profundidade no jogo.
O autor, Oliver Bowden, é o pseudônimo do escritor e historiador britânico Anton Gill, que assinou boa parte das adaptações literárias da série Assassin's Creed. Sua formação em História aparece na maneira como reconstrói a França do fim do século XVIII, misturando personagens fictícios e figuras históricas sem transformar o romance em uma aula sobre a Revolução Francesa. O cenário serve para fortalecer a disputa entre Assassinos e Templários, enquanto as mudanças políticas e sociais influenciam diretamente o destino dos protagonistas.
Assim como outros livros da franquia, Unity expande situações que precisavam ser rápidas no videogame. Conversas ganham mais espaço, os personagens têm tempo para refletir sobre suas decisões e o relacionamento entre Arno e Élise se torna um dos pilares da narrativa. Quem gostou de Assassin's Creed: Renegado ou Assassin's Creed: Bandeira Negra provavelmente encontrará aqui a mesma proposta de usar o romance para aprofundar personagens conhecidos, em vez de simplesmente repetir todas as missões do jogo.
Outro ponto interessante é a ambientação. Paris aparece em meio à tensão da Revolução Francesa, com ruas tomadas pelo conflito entre diferentes grupos políticos e uma sociedade em transformação. Em vez de usar o período apenas como pano de fundo, a narrativa faz com que os acontecimentos históricos influenciem as escolhas dos personagens, aproximando o livro de romances históricos que misturam fatos reais e ficção, como Os Três Mosqueteiros, de Alexandre Dumas, embora com uma abordagem voltada para conspirações e sociedades secretas.
Entre os leitores, existe um consenso de que este é um dos romances da franquia que mais acrescentam material inédito para quem já conhece o jogo, principalmente por desenvolver Élise. Ao mesmo tempo, algumas críticas aparecem por seguir de perto a história original em vários momentos e por depender do conhecimento prévio do universo de Assassin's Creed para aproveitar completamente alguns acontecimentos.
Oliver Bowden escreveu mais de quarenta livros ao longo da carreira e ficou especialmente conhecido pelas adaptações da série Assassin's Creed, mas Assassin's Creed: Unity não recebeu prêmios literários relevantes. Ainda assim, faz parte de uma coleção que se tornou uma das mais conhecidas entre romances inspirados em videogames e ajudou a expandir oficialmente o universo criado pela Ubisoft para além dos jogos.
Enfim, Assassin's Creed: Unity é uma leitura especialmente indicada para fãs da franquia que desejam conhecer melhor Élise de la Serre, além de leitores que gostam de romances históricos com ação, conspirações e acontecimentos inspirados em fatos reais. Para quem procura uma adaptação que complemente a experiência do jogo em vez de apenas reproduzi-la, este volume cumpre bem esse papel. Está disponível para a venda no Brasil, confira:
O grande diferencial do livro é que a narrativa deixa de acompanhar apenas Arno Dorian e passa a explorar principalmente o ponto de vista de Élise de la Serre. Boa parte da história é construída a partir de seu diário, permitindo conhecer melhor seus pensamentos, seus conflitos como integrante da Ordem dos Templários e sua relação com Arno. Para quem jogou Assassin's Creed Unity, essa mudança acrescenta contexto a diversos acontecimentos e ajuda a desenvolver uma personagem que muitos jogadores gostariam de ter visto com mais profundidade no jogo.
O autor, Oliver Bowden, é o pseudônimo do escritor e historiador britânico Anton Gill, que assinou boa parte das adaptações literárias da série Assassin's Creed. Sua formação em História aparece na maneira como reconstrói a França do fim do século XVIII, misturando personagens fictícios e figuras históricas sem transformar o romance em uma aula sobre a Revolução Francesa. O cenário serve para fortalecer a disputa entre Assassinos e Templários, enquanto as mudanças políticas e sociais influenciam diretamente o destino dos protagonistas.
Assim como outros livros da franquia, Unity expande situações que precisavam ser rápidas no videogame. Conversas ganham mais espaço, os personagens têm tempo para refletir sobre suas decisões e o relacionamento entre Arno e Élise se torna um dos pilares da narrativa. Quem gostou de Assassin's Creed: Renegado ou Assassin's Creed: Bandeira Negra provavelmente encontrará aqui a mesma proposta de usar o romance para aprofundar personagens conhecidos, em vez de simplesmente repetir todas as missões do jogo.
Outro ponto interessante é a ambientação. Paris aparece em meio à tensão da Revolução Francesa, com ruas tomadas pelo conflito entre diferentes grupos políticos e uma sociedade em transformação. Em vez de usar o período apenas como pano de fundo, a narrativa faz com que os acontecimentos históricos influenciem as escolhas dos personagens, aproximando o livro de romances históricos que misturam fatos reais e ficção, como Os Três Mosqueteiros, de Alexandre Dumas, embora com uma abordagem voltada para conspirações e sociedades secretas.
Entre os leitores, existe um consenso de que este é um dos romances da franquia que mais acrescentam material inédito para quem já conhece o jogo, principalmente por desenvolver Élise. Ao mesmo tempo, algumas críticas aparecem por seguir de perto a história original em vários momentos e por depender do conhecimento prévio do universo de Assassin's Creed para aproveitar completamente alguns acontecimentos.
Oliver Bowden escreveu mais de quarenta livros ao longo da carreira e ficou especialmente conhecido pelas adaptações da série Assassin's Creed, mas Assassin's Creed: Unity não recebeu prêmios literários relevantes. Ainda assim, faz parte de uma coleção que se tornou uma das mais conhecidas entre romances inspirados em videogames e ajudou a expandir oficialmente o universo criado pela Ubisoft para além dos jogos.
Enfim, Assassin's Creed: Unity é uma leitura especialmente indicada para fãs da franquia que desejam conhecer melhor Élise de la Serre, além de leitores que gostam de romances históricos com ação, conspirações e acontecimentos inspirados em fatos reais. Para quem procura uma adaptação que complemente a experiência do jogo em vez de apenas reproduzi-la, este volume cumpre bem esse papel. Está disponível para a venda no Brasil, confira:
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