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Final Fantasy IX não fez tanto sucesso assim no Japão, segundo compositor da série

Final Fantasy IX é lembrado como um dos capítulos mais especiais da franquia da Square. Lançado em 2000 para PlayStation, trouxe de volta uma atmosfera medieval que contrastava com os cenários futuristas de outros títulos da série. Personagens como Zidane, Vivi e Garnet marcaram gerações, e a trilha sonora composta por Nobuo Uematsu é considerada uma das mais emocionantes de toda a saga. A crítica internacional sempre destacou o jogo como um clássico cult, e até hoje ele aparece em listas de melhores RPGs já feitos. Mas será que isso se reflete no mundo inteiro?

Em meio a tantos elogios, uma declaração do próprio Uematsu surpreendeu muitos fãs. Em entrevista à revista Famitsu, o compositor revelou que percebe Final Fantasy IX sendo mais valorizado fora do Japão do que em seu país natal. Ele comentou que, ao viajar para o exterior, nota que fãs estrangeiros mencionam o jogo com muito mais frequência do que os japoneses. Para quem cresceu com o título e o considera uma obra-prima, é curioso descobrir que dentro do Japão ele não ocupa o mesmo espaço de destaque que conquistou no Ocidente. 
 
Quando viajo para o exterior, tenho a impressão de que existem muitos fãs de FF9. Sinto que pessoas de outros países mencionam FF9 com mais frequência do que os japoneses

Esse tipo de diferença não é exclusivo dos RPGs da Square. Silent Hill 2, lançado em 2001 pela Konami, é outro exemplo emblemático. Considerado por críticos e jogadores como um dos melhores survival horrors já feitos, o jogo se destacou por sua narrativa psicológica e pela atmosfera sufocante. No Ocidente, ele ganhou status de obra-prima e é constantemente citado em listas de melhores jogos da história. No Japão, porém, o idolatrado título nunca alcançou o mesmo nível de popularidade que Resident Evil, mostrando como uma obra pode ser cultuada em um lugar e vista de forma mais discreta em outro. 

Nos animes, o contraste também aparece. Saint Seiya (Os Cavaleiros do Zodíaco) explodiu em países como Brasil, México e França, tornando-se um fenômeno cultural, mas no Japão não manteve o mesmo status de sucesso, sendo lembrado mais como uma obra de médio alcance. Já Akira, de Katsuhiro Otomo, lançado em 1988, revolucionou a animação japonesa, mas seu impacto foi muito mais forte no Ocidente, onde influenciou Hollywood e consolidou o anime como forma de arte respeitada mundialmente. 

Esses casos revelam como a recepção cultural varia de acordo com o público. Obras como Final Fantasy IX e Silent Hill 2 são lembradas com reverência fora do Japão, enquanto em seu país de origem não tiveram o mesmo destaque. Para os fãs, descobrir essas diferenças é quase como desvendar um segredo cultural, reforçando que o impacto de um jogo, anime ou filme pode ser muito maior fora de casa do que dentro dela. 

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