O PlayStation 4, lançado em 2013, teve uma vida útil impressionante, mas o fim do suporte para o console está se aproximando. Diversos estúdios estão considerando encerrar o suporte ao PS4, com a HoYoverse, desenvolvedora de Genshin Impact, sendo uma das primeiras a anunciar oficialmente o fim do suporte para o jogo no console. Essa decisão, que afeta uma vasta base de jogadores, não é um caso isolado, segundo o portal GamesIndustry. Muitos outros estúdios de grandes jogos online e títulos como serviço estão avaliando quando deixarão de dar suporte ao PS4.
As razões para essa transição são variadas. Em alguns casos, limitações técnicas, como o disco rígido mais lento do PS4 em comparação com o SSD dos consoles mais recentes, dificultam o desempenho de jogos com mundos abertos e streaming constante, como Genshin Impact. Além disso, a base instalada de consoles mais novos, como o PS5, que já alcançou 80 milhões de unidades vendidas globalmente, é grande o suficiente para que as empresas comecem a focar seus recursos nas plataformas mais recentes.
As razões para essa transição são variadas. Em alguns casos, limitações técnicas, como o disco rígido mais lento do PS4 em comparação com o SSD dos consoles mais recentes, dificultam o desempenho de jogos com mundos abertos e streaming constante, como Genshin Impact. Além disso, a base instalada de consoles mais novos, como o PS5, que já alcançou 80 milhões de unidades vendidas globalmente, é grande o suficiente para que as empresas comecem a focar seus recursos nas plataformas mais recentes.
Alguns jogadores do PS4 expressaram frustração e tristeza com o fim iminente do suporte, enquanto outros, que já migraram para a nova geração, veem a mudança como um passo natural para o avanço da indústria. Há quem especule que jogos como Call of Duty podem ser os próximos a anunciar o fim do suporte ao PS4. Embora a transição seja inevitável, a Sony e os estúdios buscam garantir que os jogadores tenham tempo para se adaptar e, quem sabe, fazer o upgrade para a nova geração.
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A impressionante vida do PS4: O console que cuspiu na cara da obsolescência
Se você acompanha o mundo dos games há algum tempo, sabe a regra: chegou a nova geração, a antiga vira peça de museu. Os lançamentos secam, os servidores começam a ficar vazios e, de repente, seu amado console vira um peso de papel caro. Foi assim com o PS1, com o PS2 (que demorou, mas uma hora foi), com o PS3... mas com o PlayStation 4, a história foi diferente. O bicho é teimoso.
Quando o PlayStation 5 foi anunciado, todo mundo pensou: "É isso, acabou a festa". Mas aí 2021 chegou, 2022, 2023, 2024, 2025... e cadê os jogos parando de sair para o PS4? Que nada! Títulos de peso como Horizon Forbidden West, God of War Ragnarök e ou Hogwarts Legacy deram as caras no guerreiro de sua geração. E não estamos falando de versões limitadas ou esquecidas no churrasco; eram jogos que rodavam surpreendentemente bem, mantendo uma comunidade gigantesca ativa e engajada.
Mas que feitiçaria é essa? Como um console lançado lá em 2013 conseguiu essa longevidade toda? A resposta é uma mistura de timing perfeito, estratégia inteligente da Sony e, claro, um reflexo da nossa época. Uma das grandes sacadas da geração PS4 foi a explosão dos jogos independentes. De repente, o mercado foi inundado por pérolas como Hollow Knight, Celeste e Stardew Valley. Jogos com direção de arte impecável, jogabilidade viciante e histórias memoráveis que não precisavam de um hardware esculhambado para rodar.
Isso criou um ecossistema perfeito: os desenvolvedores podiam criar jogos incríveis sem gastar rios de dinheiro em gráficos de ponta, e os jogadores tinham acesso a uma biblioteca vasta e diversificada que não envelhecia. O PS4 virou o paraíso dos indies, e isso ajudou a mantê-lo relevante por muito mais tempo. Especialmente porque em outras épocas, a ideia de um indie em um console era praticamente impossível! Da mesma forma que não havia estouro de vendas de indies (Até a Valve mostrar no PC que o povo do console tava perdendo tempo e MUITO dinheiro!).
Ao anunciar que o PS5 rodaria praticamente todos os jogos de PS4, a Sony garantiu uma transição suave para a geração seguinte. Só que isso teve um efeito colateral inesperado e maravilhoso: os desenvolvedores não tinham pressa de abandonar a base de mais de 117 milhões de consoles vendidos. Pra que lançar um jogo só para o PS5, limitando seu público, se você pode lançar para o PS4 e saber que a galera do console novo também iria poder jogar? Kkkkk, foi uma jogada de gênio sem querer. Isso manteve o fluxo de lançamentos constante, fazendo com que comprar um PS4 ainda fosse um negócio fantástico.
Não dá pra negar: o PS4 teve uma das gerações mais fortes em termos de jogos exclusivos. God of War (2018), The Last of Us Part II, Marvel's Spider-Man, Bloodborne, Uncharted 4, Ghost of Tsushima... a lista é gigantesca e cheia de títulos que definiram uma década. Essa biblioteca robusta não apenas vendeu consoles como água, mas criou um valor duradouro. Com isso, pessoas continuaram a comprando e curtindo muito.
O PlayStation 4 é um verdadeiro fenômeno. Ele sobreviveu a uma pandemia, a uma crise de semicondutores que dificultou a produção do seu sucessor e, mais importante, sobreviveu ao próprio tempo. Ele nos mostrou que um console não precisa ter o hardware mais potente do universo para ser relevante, mas sim uma comunidade forte, uma biblioteca de jogos fantástica e a capacidade de se adaptar.
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