Território Lovecraft | Racismo e horror cósmico nos anos 50

Lovecraft Country é um livro lançado pelo autor Matt Ruff em 16 de fevereiro de 2016, e que apresenta uma temática um tanto curiosa, o racismo da década de 1950 nos Estados Unidos, porém usando o horror cósmico exatamente de um racista, que é o aclamado autor americano, H.P. Lovecraft, criador do gênero horror cósmico e que dá o que falar quando analisam sua obra e acham coisas como aquele preconceituoso poema chamado "On the Creation of Niggers".
 
Ele apresenta a história de um rapaz negro chamado Atticus, que participou da guerra da Coreia e ao voltar pra casa, descobre que seu pai está desaparecido, o que o leva a uma jornada em que acaba descobrindo a existência de criaturas bizarras que não deveriam existir nesse mundo, além de um grupo de cultistas e segredos sobre sua própria família.
 
A obra em si é citada como uma "ressonância" em relação ao que a criação do autor conseguiu gerar, a inspiração e a quantidade de obras magníficas que vieram exatamente do horror cósmico. Mas ao mesmo tempo como lidar com o fato de que o criador disso tudo foi exatamente um racista? E assim é abordado esse tema, o próprio protagonista sabe que Lovecraft é racista e é fã de sua obra, mesmo sendo negro.
Em 2020, recebeu uma adaptação para série que conseguiu se tornar a maior audiência até então da HBO Max, atraindo 1,5 milhão de espectadores no episódio final da temporada. E quando isso aconteceu, o primeiro episódio já passava dos 10 milhões. Apesar do recorde a empresa cancelou e deu a explicação de que apenas a primeira temporada era baseada no livro e a segunda ficaria nas mãos dos roteiristas, mas queriam ver o rumo, por isso consideraram a segunda. Casey Bloys, chefe de conteúdo da HBO, comentou sobre a decisão de dar fim à adaptação da roteirista Misha Green:

"Quando você toma a decisão de não prosseguir com uma série, geralmente é uma junção de fatores. E foi esse o caso aqui. Precisa ser algo que faça sentido para nós. Nesse caso, não poderíamos chegar lá. Não seria justo apontar para qualquer elemento em particular [como defeito]. O trabalho de Misha, e o reconhecimento obtido, nada muda isso."

No Brasil, o livro teve um lançamento com acabamento estiloso em capa dura, além disso as laterais das páginas tem pintura azul, dando um toque especial à coisa. Essa edição ficou com 352 páginas. Confira no link de afiliado Amazon:

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