Invincible VS é um jogo de luta 3v3 ambientado no universo da série Invencível, trazendo combates brutais entre super-heróis e vilões icônicos. Apesar de estar disponível para videogames, obviamente para quem joga no PC, é essencial verificar se a máquina aguenta o ritmo intenso do título, já que os requisitos são relativamente exigentes.
Invincible VS foi desenvolvido pela Quarter Up em parceria com a Skybound Games e coloca os jogadores em batalhas sangrentas que refletem fielmente o tom da obra original. O sistema de luta em equipes de três personagens permite alternar durante os combates, criando sequências de combos devastadores ou estratégias defensivas inteligentes. Personagens como Omni-Man, Eve Atômica e Battle Beast aparecem com estilos de luta distintos, garantindo variedade e profundidade. O jogo também oferece um modo história cinematográfico com narrativa própria, além de modos arcade, treino e multiplayer competitivo, sempre mantendo a violência gráfica característica da franquia.
Requisitos mínimos
Sistema operacional: Windows 10 (64 bits)
Processador: Intel Core i5-9700F / Ryzen 5 2600
Memória: 16 GB de RAM
Placa de vídeo: GeForce RTX 2070 (VRAM 8GB) / Radeon RX 7800 (VRAM 8GB)
DirectX: Versão 12
Armazenamento: 15 GB de espaço disponível
Sistema operacional: Windows 10 (64 bits)
Processador: Intel Core i5-9700F / Ryzen 5 2600
Memória: 16 GB de RAM
Placa de vídeo: GeForce RTX 2070 (VRAM 8GB) / Radeon RX 7800 (VRAM 8GB)
DirectX: Versão 12
Armazenamento: 15 GB de espaço disponível
🦹♀️The Boys é a revista em quadrinhos que originou a série!
Requisitos recomendados
Sistema operacional: Windows 11 (64 bits)
Processador: Intel Core i7-12700K / Ryzen 7 7700
Memória: 16 GB de RAM
Placa de vídeo: GeForce RTX 3070 (VRAM 8GB) / Radeon RX 6800 (VRAM 8GB)
DirectX: Versão 12
Armazenamento: 25 GB de espaço disponível
Invincible VS é um jogo que exige uma configuração que não é extremamente cabulosa, mas é um pouco robusta para rodar com fluidez, especialmente por conta dos gráficos detalhados e da intensidade das batalhas. Quem pretende aproveitar ao máximo os modos competitivos e a fidelidade visual da obra deve se preparar com uma máquina próxima dos requisitos recomendados, garantindo que a experiência não seja prejudicada por quedas de desempenho.
Requisitos recomendados
Sistema operacional: Windows 11 (64 bits)
Processador: Intel Core i7-12700K / Ryzen 7 7700
Memória: 16 GB de RAM
Placa de vídeo: GeForce RTX 3070 (VRAM 8GB) / Radeon RX 6800 (VRAM 8GB)
DirectX: Versão 12
Armazenamento: 25 GB de espaço disponível
Invincible VS é um jogo que exige uma configuração que não é extremamente cabulosa, mas é um pouco robusta para rodar com fluidez, especialmente por conta dos gráficos detalhados e da intensidade das batalhas. Quem pretende aproveitar ao máximo os modos competitivos e a fidelidade visual da obra deve se preparar com uma máquina próxima dos requisitos recomendados, garantindo que a experiência não seja prejudicada por quedas de desempenho.
Como sempre, aqui no Blog Nerd Maldito,
coloco informações gerais sobre jogos e requisitos com certeza são
coisas que interessam a donos de PC. Vivemos em tempos onde tem muitas opções de jogar interessantes, indo desde aquele mini Playstation de 130 mil jogos, até pessoas que preferem os notebooks gamers modernos. E se você não tem a placa de vídeo mais usada da Steam, e está preocupado, vamos dar uma conferida nos requisitos do sistema!
O adblock bloqueia links de afiliados da Amazon como os desse post, então se não estiver aparecendo, é só desativar o adblock.
E aí, tranquilo? Roda? Não? Bom a primeira solução é a mais óbvia, hoje em dia dá pra encontrar PC's baratos que rodam esse jogo. Mas se a grana estiver mesmo apertada, algo que pode ajudar é dar uma olhada naquelas dicas para rodar jogo pesado em PC ruim,
e um alívio também é que sempre os requisitos mínimos estão acima do
mínimo real, então se você estiver disposto a jogar mesmo que corte
todos os efeitos, talvez dê, por exemplo veja alguns computadores ruins rodando God of War. ou você pode só desistir e apenas se contentar dando uma olhada nesse fantástico vídeo:
Veja mais coisas interessantes aqui. E tem conteúdo exclusivo nas redes sociais:
Jogos de HQS
Durante muito tempo, adaptações de quadrinhos para videogames eram vistas como algo simples. Muitos jogos baseados em HQs acabavam virando beat ‘em up, plataforma ou games de ação mais básicos. Mas os jogos de luta abriram um caminho diferente, porque conseguiam transformar rivalidades clássicas em algo que o público sempre quis ver: batalhas diretas entre heróis e vilões famosos. Era a chance de controlar personagens da Marvel, DC Comics, Teenage Mutant Ninja Turtles, Judge Dredd, The Punisher e tantos outros em confrontos cheios de golpes especiais, cenários destrutivos e referências aos quadrinhos.
Nos anos 80 e começo dos anos 90, o mercado ainda estava entendendo como adaptar super-heróis para videogames. Muitas empresas tentavam copiar o sucesso de Street Fighter II, lançado pela Capcom, e isso fez surgir uma onda enorme de jogos de luta baseados em licenças famosas. Antes disso, personagens de HQ apareciam mais em arcades simples ou jogos de ação lateral. Mas quando o gênero de luta explodiu nos fliperamas, virou questão de tempo até alguém perceber que heróis combinavam perfeitamente com especiais exagerados, poderes coloridos e confrontos cinematográficos.
Um dos primeiros exemplos marcantes foi The Death and Return of Superman, que apesar de não ser luta tradicional, ajudou a mostrar como histórias dos quadrinhos podiam funcionar nos games. Já nos arcades, a grande virada aconteceu quando a Capcom começou sua parceria histórica com a Marvel Comics. O resultado foi X-Men: Children of the Atom, lançado em 1994. O jogo pegava personagens como Wolverine, Cyclops, Storm, Magneto, Juggernaut e Psylocke e colocava todos em batalhas rápidas, cheias de combos aéreos, super movimentos e animações absurdamente caprichadas.
O sucesso foi tão grande que praticamente criou um novo estilo dentro dos jogos de luta. Enquanto Mortal Kombat apostava em violência pesada e Street Fighter focava mais em técnica e equilíbrio, os jogos da Marvel abraçavam o caos completo. Logo vieram Marvel Super Heroes, X-Men vs. Street Fighter, Marvel Super Heroes vs. Street Fighter e Marvel vs. Capcom. Essa mistura entre universos parecia impossível para muita gente naquela época. Ver Ryu lutando contra Spider-Man ou Chun-Li enfrentando Hulk era algo que parecia conversa de playground virando realidade.
Marvel vs. Capcom 2 acabou se tornando um dos jogos mais importantes desse estilo. O elenco gigantesco misturava Mega Man, Jill Valentine, Captain America, Morrigan, Venom, Strider Hiryu, Doctor Doom, Cable, Iron Man e dezenas de outros personagens. O game ficou famoso pelos times de três lutadores, pela velocidade absurda e pelos combos infinitos que dominaram torneios por muitos anos. Até hoje ele é lembrado em campeonatos de fighting games, EVO e comunidades competitivas que continuam descobrindo técnicas novas.
Enquanto isso, a DC Comics demorou um pouco mais para encontrar seu espaço nos jogos de luta. Houve tentativas antigas como Justice League Task Force, lançado nos anos 90 para Super Nintendo e Mega Drive, mas o resultado dividiu opiniões. O jogo tinha Superman, Batman, Wonder Woman, Flash e Aquaman, porém muita gente sentia falta do impacto e da velocidade vistos nos jogos da Capcom. Ainda assim, ele abriu caminho para algo maior no futuro.
A verdadeira explosão da DC nos fighting games aconteceu graças à NetherRealm Studios, estúdio responsável por Mortal Kombat. Primeiro veio Mortal Kombat vs. DC Universe, uma ideia que parecia estranha no começo. Afinal, juntar Sub-Zero, Scorpion, Raiden e Liu Kang com Batman, Superman e Joker parecia improvável demais. Só que o jogo chamou atenção justamente por esse crossover gigantesco. Mesmo sem fatalities tão violentos quanto Mortal Kombat tradicional, ele mostrou que os personagens da DC podiam funcionar muito bem em batalhas competitivas.
Depois disso nasceu Injustice: Gods Among Us, talvez uma das adaptações de quadrinhos para jogos de luta mais importantes já feitas. Em vez de apenas colocar heróis brigando sem motivo, o game trouxe uma história forte inspirada em elementos de Kingdom Come, Crise nas Infinitas Terras e outras fases famosas da DC. O Superman autoritário virou um dos grandes símbolos do jogo, enquanto Batman liderava uma resistência contra o antigo aliado. O sucesso foi tão grande que Injustice 2 expandiu ainda mais a ideia, adicionando personagens como Supergirl, Brainiac, Darkseid, Atrocitus, Blue Beetle e até convidados como Hellboy e as Tartarugas Ninja.
Falando em Tartarugas Ninja, elas também tiveram uma trajetória curiosa nos jogos de luta. Teenage Mutant Ninja Turtles: Tournament Fighters ganhou versões diferentes para Super Nintendo, Mega Drive e NES. Cada edição tinha mudanças enormes, com estilos próprios, personagens exclusivos e jogabilidade diferente. O jogo surfava tanto na popularidade dos quadrinhos da Mirage Studios quanto no desenho animado clássico que dominava os anos 90.
Outro nome importante nessa história é Spawn. O personagem criado por Todd McFarlane virou uma febre nos quadrinhos e acabou aparecendo em vários games de luta ao longo do tempo. Ele surgiu em Soulcalibur II como convidado exclusivo da versão de Xbox e mais tarde entrou em Mortal Kombat 11 como DLC. Essa mistura entre universos foi virando tradição no gênero. Com o tempo, ficou normal ver personagens de quadrinhos lutando contra ninjas, monstros, robôs e até guerreiros de outras franquias famosas.
Os jogos da Marvel também passaram por mudanças grandes ao longo dos anos. Marvel vs. Capcom 3 trouxe gráficos estilizados, personagens como Deadpool, Dante, Phoenix Wright, Dormammu e Wesker, além de um ritmo ainda mais frenético. Depois veio Marvel vs. Capcom: Infinite, que tentou seguir outro caminho usando as Joias do Infinito e foco maior na história cinematográfica inspirada pelo MCU. Mesmo dividindo opiniões, o jogo mostrou como os quadrinhos ainda continuam influenciando diretamente o mundo dos fighting games.
Além dos grandes sucessos, existiram muitos títulos menos conhecidos. Justice League Heroes: The Flash, Batman Forever Arcade, Superman Arcade, Hulk: The Incredible Smash, X-Men: Mutant Academy, X-Men: Next Dimension e até adaptações de Watchmen chegaram a explorar elementos de luta. Alguns apostavam em arenas 3D, outros tentavam copiar Tekken, Virtua Fighter ou Killer Instinct. Nem todos funcionaram perfeitamente, mas cada um ajudou a expandir esse universo.
Também vale lembrar como os quadrinhos influenciaram visualmente o gênero. Muitos jogos começaram a usar sombras pesadas, efeitos cel shading, onomatopeias gigantes na tela e poses exageradas inspiradas diretamente nas páginas desenhadas. Ultimate Marvel vs. Capcom 3 parece uma HQ viva em movimento. Injustice usa enquadramentos cinematográficos que lembram painéis de graphic novels. Até jogos que não são adaptações diretas passaram a copiar essa estética de comic book em menus, golpes especiais e animações.
Outro detalhe interessante é como esses jogos ajudaram personagens menos famosos a crescerem. Muita gente conheceu Cable, Shuma-Gorath, Taskmaster, Firebrand, MODOK, Booster Gold ou Blue Beetle primeiro pelos videogames antes de procurar os quadrinhos. Os fighting games acabaram funcionando como porta de entrada para universos inteiros da Marvel e DC. O jogador escolhia um personagem estranho no arcade, gostava do visual ou dos golpes e depois ia atrás das HQs para entender quem era aquele lutador.
Os campeonatos também ajudaram bastante nessa popularidade. Marvel vs. Capcom virou praticamente um espetáculo dentro da FGC, a comunidade de jogos de luta. Partidas cheias de combos gigantes, assist attacks, team aerial combos e viradas absurdas transformaram o jogo em um dos mais assistidos de torneios. Frases como “I wanna take you for a ride”, música clássica da seleção de personagens de Marvel vs. Capcom 2, acabaram virando símbolo dessa era dos arcades e campeonatos competitivos.
Hoje existe uma sensação curiosa em torno desse tipo de adaptação. Mesmo com gráficos modernos, modos online e elencos enormes, muita gente ainda sente carinho especial pelos jogos dos anos 90 e começo dos anos 2000. Talvez porque eles representavam algo muito específico: a chance de finalmente controlar personagens dos quadrinhos em batalhas totalmente malucas, rápidas e exageradas, exatamente como muitos fãs imaginavam enquanto liam revistas da Marvel, DC Comics, Dark Horse Comics ou Image Comics.
Nos anos 80 e começo dos anos 90, o mercado ainda estava entendendo como adaptar super-heróis para videogames. Muitas empresas tentavam copiar o sucesso de Street Fighter II, lançado pela Capcom, e isso fez surgir uma onda enorme de jogos de luta baseados em licenças famosas. Antes disso, personagens de HQ apareciam mais em arcades simples ou jogos de ação lateral. Mas quando o gênero de luta explodiu nos fliperamas, virou questão de tempo até alguém perceber que heróis combinavam perfeitamente com especiais exagerados, poderes coloridos e confrontos cinematográficos.
Um dos primeiros exemplos marcantes foi The Death and Return of Superman, que apesar de não ser luta tradicional, ajudou a mostrar como histórias dos quadrinhos podiam funcionar nos games. Já nos arcades, a grande virada aconteceu quando a Capcom começou sua parceria histórica com a Marvel Comics. O resultado foi X-Men: Children of the Atom, lançado em 1994. O jogo pegava personagens como Wolverine, Cyclops, Storm, Magneto, Juggernaut e Psylocke e colocava todos em batalhas rápidas, cheias de combos aéreos, super movimentos e animações absurdamente caprichadas.
O sucesso foi tão grande que praticamente criou um novo estilo dentro dos jogos de luta. Enquanto Mortal Kombat apostava em violência pesada e Street Fighter focava mais em técnica e equilíbrio, os jogos da Marvel abraçavam o caos completo. Logo vieram Marvel Super Heroes, X-Men vs. Street Fighter, Marvel Super Heroes vs. Street Fighter e Marvel vs. Capcom. Essa mistura entre universos parecia impossível para muita gente naquela época. Ver Ryu lutando contra Spider-Man ou Chun-Li enfrentando Hulk era algo que parecia conversa de playground virando realidade.
Marvel vs. Capcom 2 acabou se tornando um dos jogos mais importantes desse estilo. O elenco gigantesco misturava Mega Man, Jill Valentine, Captain America, Morrigan, Venom, Strider Hiryu, Doctor Doom, Cable, Iron Man e dezenas de outros personagens. O game ficou famoso pelos times de três lutadores, pela velocidade absurda e pelos combos infinitos que dominaram torneios por muitos anos. Até hoje ele é lembrado em campeonatos de fighting games, EVO e comunidades competitivas que continuam descobrindo técnicas novas.
Enquanto isso, a DC Comics demorou um pouco mais para encontrar seu espaço nos jogos de luta. Houve tentativas antigas como Justice League Task Force, lançado nos anos 90 para Super Nintendo e Mega Drive, mas o resultado dividiu opiniões. O jogo tinha Superman, Batman, Wonder Woman, Flash e Aquaman, porém muita gente sentia falta do impacto e da velocidade vistos nos jogos da Capcom. Ainda assim, ele abriu caminho para algo maior no futuro.
A verdadeira explosão da DC nos fighting games aconteceu graças à NetherRealm Studios, estúdio responsável por Mortal Kombat. Primeiro veio Mortal Kombat vs. DC Universe, uma ideia que parecia estranha no começo. Afinal, juntar Sub-Zero, Scorpion, Raiden e Liu Kang com Batman, Superman e Joker parecia improvável demais. Só que o jogo chamou atenção justamente por esse crossover gigantesco. Mesmo sem fatalities tão violentos quanto Mortal Kombat tradicional, ele mostrou que os personagens da DC podiam funcionar muito bem em batalhas competitivas.
Depois disso nasceu Injustice: Gods Among Us, talvez uma das adaptações de quadrinhos para jogos de luta mais importantes já feitas. Em vez de apenas colocar heróis brigando sem motivo, o game trouxe uma história forte inspirada em elementos de Kingdom Come, Crise nas Infinitas Terras e outras fases famosas da DC. O Superman autoritário virou um dos grandes símbolos do jogo, enquanto Batman liderava uma resistência contra o antigo aliado. O sucesso foi tão grande que Injustice 2 expandiu ainda mais a ideia, adicionando personagens como Supergirl, Brainiac, Darkseid, Atrocitus, Blue Beetle e até convidados como Hellboy e as Tartarugas Ninja.
Falando em Tartarugas Ninja, elas também tiveram uma trajetória curiosa nos jogos de luta. Teenage Mutant Ninja Turtles: Tournament Fighters ganhou versões diferentes para Super Nintendo, Mega Drive e NES. Cada edição tinha mudanças enormes, com estilos próprios, personagens exclusivos e jogabilidade diferente. O jogo surfava tanto na popularidade dos quadrinhos da Mirage Studios quanto no desenho animado clássico que dominava os anos 90.
Outro nome importante nessa história é Spawn. O personagem criado por Todd McFarlane virou uma febre nos quadrinhos e acabou aparecendo em vários games de luta ao longo do tempo. Ele surgiu em Soulcalibur II como convidado exclusivo da versão de Xbox e mais tarde entrou em Mortal Kombat 11 como DLC. Essa mistura entre universos foi virando tradição no gênero. Com o tempo, ficou normal ver personagens de quadrinhos lutando contra ninjas, monstros, robôs e até guerreiros de outras franquias famosas.
Os jogos da Marvel também passaram por mudanças grandes ao longo dos anos. Marvel vs. Capcom 3 trouxe gráficos estilizados, personagens como Deadpool, Dante, Phoenix Wright, Dormammu e Wesker, além de um ritmo ainda mais frenético. Depois veio Marvel vs. Capcom: Infinite, que tentou seguir outro caminho usando as Joias do Infinito e foco maior na história cinematográfica inspirada pelo MCU. Mesmo dividindo opiniões, o jogo mostrou como os quadrinhos ainda continuam influenciando diretamente o mundo dos fighting games.
Além dos grandes sucessos, existiram muitos títulos menos conhecidos. Justice League Heroes: The Flash, Batman Forever Arcade, Superman Arcade, Hulk: The Incredible Smash, X-Men: Mutant Academy, X-Men: Next Dimension e até adaptações de Watchmen chegaram a explorar elementos de luta. Alguns apostavam em arenas 3D, outros tentavam copiar Tekken, Virtua Fighter ou Killer Instinct. Nem todos funcionaram perfeitamente, mas cada um ajudou a expandir esse universo.
Também vale lembrar como os quadrinhos influenciaram visualmente o gênero. Muitos jogos começaram a usar sombras pesadas, efeitos cel shading, onomatopeias gigantes na tela e poses exageradas inspiradas diretamente nas páginas desenhadas. Ultimate Marvel vs. Capcom 3 parece uma HQ viva em movimento. Injustice usa enquadramentos cinematográficos que lembram painéis de graphic novels. Até jogos que não são adaptações diretas passaram a copiar essa estética de comic book em menus, golpes especiais e animações.
Outro detalhe interessante é como esses jogos ajudaram personagens menos famosos a crescerem. Muita gente conheceu Cable, Shuma-Gorath, Taskmaster, Firebrand, MODOK, Booster Gold ou Blue Beetle primeiro pelos videogames antes de procurar os quadrinhos. Os fighting games acabaram funcionando como porta de entrada para universos inteiros da Marvel e DC. O jogador escolhia um personagem estranho no arcade, gostava do visual ou dos golpes e depois ia atrás das HQs para entender quem era aquele lutador.
Os campeonatos também ajudaram bastante nessa popularidade. Marvel vs. Capcom virou praticamente um espetáculo dentro da FGC, a comunidade de jogos de luta. Partidas cheias de combos gigantes, assist attacks, team aerial combos e viradas absurdas transformaram o jogo em um dos mais assistidos de torneios. Frases como “I wanna take you for a ride”, música clássica da seleção de personagens de Marvel vs. Capcom 2, acabaram virando símbolo dessa era dos arcades e campeonatos competitivos.
Hoje existe uma sensação curiosa em torno desse tipo de adaptação. Mesmo com gráficos modernos, modos online e elencos enormes, muita gente ainda sente carinho especial pelos jogos dos anos 90 e começo dos anos 2000. Talvez porque eles representavam algo muito específico: a chance de finalmente controlar personagens dos quadrinhos em batalhas totalmente malucas, rápidas e exageradas, exatamente como muitos fãs imaginavam enquanto liam revistas da Marvel, DC Comics, Dark Horse Comics ou Image Comics.




