Love, Death & Robots | Uma baita série de curtas de ficção científica

Tá aí uma baita de uma série simpática que acho que naturalmente atrai fãs de ficção científica e que reúne o diretor de Clube da Luta, David Fincher, e o diretor de Deadpool, Tim Miller. Também acho que é extremamente fácil comparar a Animatrix, e se tivessem pessoas da mesma produção envolvidos, acho que se encaixaria facilmente como sequencia espiritual.


Essa é uma produção que me lembrou bastante o estilo de ser do Neill Blomkamp, que é um diretor que tem ótimos conceitos, mas primeiro apresenta um gostinho dele com um curta metragem. Podemos ver isso em Alive in Joburg, Tetra Vaal e mesmo em coisas mais inusitadas como Adam. São obras pequenas, porém tão robustas que te dá vontade de ver mais.

E em Love, Death & Robots, a Netflix apresentou exatamente o mesmo conceito, com curtas incríveis. Não digo que amei todos, porque tem uns que realmente achei bem chatinhos, ou simplesmente inacabados, sem um desenvolvimento que me agradasse. Mas também tem a questão do gosto pessoal, então com certeza tem quem achou todos impecáveis (ou exatamente o contrário, kkkk).

Mas o negócio é, nos 18 episódios da primeira temporada, é notável que abriram asas para a imaginação e tem conceitos realmente maravilhosos. Alguns meio familiares, como os soldados-lobisomem, que fiquei com a sensação de já ter visto isso em algum lugar (Muito provavelmente eu tava pensando no filme Dog Soldiers), e outros que te fazem querer experimentar aquilo em outra mídia, como o curta das famílias que vivem em fazendas e são atacadas por aliens, e que daria um jogo bem bacana.

O visual varia entre as animações, algumas são fofinhas e em 2, outras fotorealistas e em 3D, enquanto tem umas em live action e até mesmo animações híbridas. Uma delas em especial me confundiu muito enquanto assistia com um amigo, e no começo ficamos falando "Acho que isso é live action... Não... É animação... Não, não pode ser... Isso foi filmado e editado com efeitos especiais estranhos?" uahahaha.

Infelizmente os episódios nem sempre são completamente diferentes dos outros, e tem uns que achei repetitivos, pareciam universos muito parecidos uns com os outros, daí ficava meio aquele climinha de que acabaram as ideias. Por outro lado, felizmente os que têm conceitos semelhantes foram os que me agradaram, já os que achei bem chatinhos (como o episódio de caçadores de recompensa perseguindo um caminhão) são únicos.

Tem um episódio em especial, que apesar de não ser o meu favorito, achei uma bela de uma obra prima, que é o Zima Blue, episódio com um visual que não me agradou, mas com narrativa extremamente maravilhosa. Na real, acho que para a maioria das pessoas que curtem algo mais profundo, esse deve ser o melhor episódio.

Enfim, ótima série para passar o tempo e assistir com alguém. Eu vi com um amigo de quatro em quatro episódios cada dia, e nos divertimos muito. Realmente é o tipo de obra que vale a pena ter alguém com você para comentar sobre o que está achando, e discutir sobre o que achou e teorias sobre alguns deles.

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