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quarta-feira, 12 de abril de 2017

Os Invasores de Corpos - Perturbador á moda antiga

Eu sempre ouvi referências a "Os Invasores de Corpos" em diversas obras da cultura pop, sempre falando que era medonho. Ficou por muito tempo na minha lista de filmes pra assistir, até que finalmente chegou a hora quando joguei Stories Untold e eu fiquei com muita vontade de assistir ficção científica antiga. E naturalmente eu tinha que escrever sobre esse clássico.



Eu sabia que Os Invasores de Corpos tinha um remake, sempre que sei disso eu dou preferência em assistir o original pra tempos depois ver o remake. Infelizmente dessa vez acabei errando de qualquer jeito, fui assistir a versão de 1978 sem pesquisar e só depois descobri que antes teve uma versão de 1956, mas tudo bem, de qualquer forma foi interessante.

Assumo que não sou dos maiores fãs de filmes da década de 70, a verdade é que eu queria assistir um filme de 80 (Que é a ambientação do jogo que citei), mas dois anos não pareciam fazer tanta diferença. Bom, a verdade é que fez sim, é um filme bem anos 70 mesmo, que usa um estilo de arte bem peculiar da época, no começo inclusive cheguei a pensar que era um filme inglês, mas era só a simpatia daquele tempo mesmo.

Ele tem uma atmosfera realmente muito própria e que lembra facilmente outros "universos" apresentados naquela época, como o tenebroso Soylent Green. Assim como técnicas comuns em filmes dos anos 70, com aquele jeito mais lento de apresentar as coisas e um final repentino com toque perturbador.

Eu acho que a história pode ter inspirado Kiseijuu, pois é bastante semelhante, mostra pequenas coisas que vem do espaço, infectam humanos e os transformam em um ser híbrido, com suas lembranças, mas fazendo parte de algo maior. Isso acaba lembrando também outras obras bem mais recentes, como Transcendence, além é claro do macabro The Thing.

É um filme bastante longo, de quase duas horas de duração, e assumo que achei meio cansativo também. É por isso que não gosto muito de filmes dos anos 70, eles tem um ritmo lento demais e dou uma colher de chá por ser velho, mas não tem como não notar que alguns elementos são dignos de filme trash.

Por exemplo a forma que os personagens percebem que seus amados não são mais seus amados, eles falam descaradamente "Ele não é mais ele", e tudo bem se isso fosse mais pra frente, só que é depois de uma única olhada. Isso soa um bocado estranho, até porque tendo um ritmo parado do jeito que é, o filme poderia ter usado esse tempo pra desenvolver mais.

Por outro lado há um toque bem mais realista no ritmo. Filmes de terror tem aquele clima artificial demais, os personagens tem mania de parecerem marionetes falando besteira. Nesse existe um clima que você sente que essa gente é mais "real". A atuação inclusive é fenomenal, adorei algumas expressões dos personagens, pareciam tão naturais.

Até mesmo a forma de demonstrar o horror, que é exagerada pra caramba acaba saindo de um jeito bem intenso, tenebroso. Normalmente personagens que fazem caretas me lembram filmes japonês e acho tosquíssimo, mas nesse as caretas são colocadas em momentos tão perturbadores, que parece que o personagem está apontando diretamente pra você.
Os efeitos especiais são fenomenais, sinceramente tem algumas coisas que eu fiquei tentando imaginar como diabos fizeram aquilo, são cenas asquerosas, mas naturalmente bonitas. Inclusive uma das cenas com um híbrido cachorro-humano é considerada uma das mais perturbadoras já feitas, por mais que tenha envelhecido.

Enfim, esse é um bom filme. Meio cansativo, mas daquele tipo que tem um charme bastante próprio e que naturalmente tem o seu lugar na história do cinema. Não preciso nem falar que essa é uma daquelas obras que é obrigatória para cinéfilos né? Quem se interessar pode dar uma conferida aqui.


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