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segunda-feira, 3 de abril de 2017

Beat Cop - Um simulador de policial dos anos 80

Sabem aqueles filmes dos anos 80 onde eram mostradas equipes políciais? Tipo Loucademia de polícia? Ou mesmo obras mais sérias, investigativas e tudo mais? Existia um charme especial na forma de apresentar a coisa, construções com um design próprio da época, roupas das pessoas, roteiros manjados, entre outras coisas. Em Beat Cop você assume o papel de um desses policiais com todos os clichês possíveis, traição, amigo assassinado, envolvimento com a máfia e mais.


A história se passa em 1986 e você é Jack Kelly, um ex-detetive que foi rebaixado após ser acusado injustamente de assassinato. Agora ele é um policial de rua e deve conhecer outras pessoas, interagir com elas e se tornar popular. Mas ao mesmo tempo deve equilibrar a balança entre vida pessoal, objetivos, obrigações e interação com as pessoas.

A jogabilidade desse jogo é interessante pra caramba, eu não consigo lembrar de outro simulador de polícia além do brasileiro Enforcer: Police Crime Action, e quando digo "simulador de polícia" não falo de um mero jogo onde você é um policial, mas algo onde você faz coisas mais simples como dar multas, que é algo muito presente em Beat Cop.

Mas apesar da essência de ser um policial, a jogabilidade é diferente de Enforcer, aqui temos um jogo 2D pixelizado que a princípio parece um mero point and click, mas que logo você vê que é algo muito mais movimentado do que um jogo de aventura padrão, te colocando pra fazer coisas como correr atrás de bandidos e atender a chamados pelo rádio, tendo que correr até o lugar.

Você é colocado em uma rua cheia de prédios, lojas, apartamentos residenciais, tráfego intenso de carros, vendedores de ruas, mendigos, crianças brincando e mais. É um cenário de brilhar os olhos, extremamente detalhado com uma quantidade surreal de elementos, se você ficar apenas parado na rua, vai ficar encantado com o nível de detalhes.

Existem também diversos detalhes menores que fazem a ambientação ficar imersiva, como o som da multidão constante, carros, pessoas tagarelando e ruídos normais na cidade, por exemplo vez ou outra você ouve o som de um helicóptero e inclusive pode ver a sombra dele passando pelas paredes dos prédios. Isso gera uma ambientação urbana maravilhosa, te teletransporta pro lugar.

Eu diria que esse jogo é o irmão de This is the Police, com a diferença que lá você controla um chefe de polícia e aqui você é um policial de rua e recebe ordens. Mas ambos tem visuais formidáveis e funcionam como simuladores, te colocando para ter que lidar com decisões difíceis e ser ligado diretamente com a corrupção.

Mas certamente as pessoas vão comparar ele mais com o viciante Punch Club, que também apresenta a jornada pessoal de um personagem, tendo que viver a vida e se virar com os problemas que aparecem. Ambos pixelizados, se passando nos anos 80 e simulando um personagem clichê de filmes da época. Também dá pra dizer que são jogos irmãos.

Em Beat Cop a coisa se passa em dias, você recebe certas missões para fazer diariamente, elas podem estar ligadas com a história principal ou não. Algumas são coisas pesadas e outras são bem bobinhas mesmo. E em cada dia acontecem muitas coisas aleatórias, você não precisa fazer tudo e um dos seus colegas inclusive diz que não precisa se esforçar pra fazer, pois são coisas demais e pode ficar desesperador.

Então enquanto vaga pela rua, você pode estar indo até um objetivo e se deparar com uma garotinha pedindo pra você ajudá-la a achar seu gatinho, ou um homem cego pedindo pra você ajudar a encontrar sua carteira. É possível aceitar essas missões ou negar, se você aceita vai poder ganhar pontos negativos ou positivos dependendo se cumprir ou não.

Existem inúmeras lojas clichês, como a pizzaria comandada por  mafiosos, a lavanderia comandada por chineses, e mais. As vezes você precisa ir especificamente a um desses lugares, seja para fazer algumas perguntas relacionadas a um caso principal, seja para atender um chamado de alguém que pediu para que você o encontrasse ali.

O rádio também é usado tanto para urgências do tipo "Venha a tal lugar agora!" ou para você mesmo chamar o reboque e pedir para levar um carro que estacionou em lugar proibido. Vez ou outra você tem que abandonar casos menores para correr em direção a um chamado. Como falei, o jogo se passa em dias, e existe também um relógio que marca o tempo, sendo assim você não pode enrolar, tem que saber como usar.

No fim de cada dia tem um relatório mostrando seu envolvimento, são coisas como gastos em comida, casos resolvidos, popularidade entre o público e bandidos, e mais. Você realmente precisa balancear as coisas, não pode ficar tão odiado pelos bandidos, mas não pode deixar de atender as pessoas. Nesse quesito o jogo lembra um bocado Papers, Please.

Enfim, tá aí um belo de um jogo simpático, com visual maravilhoso e jogabilidade viciante com múltiplos finais e acontecimentos aleatórios, perfeito para passar o tempo. Vale a pena dar uma conferida no site da G2A pra ver o preço que está lá, pois eles costumam vender keys da steam por um valor bem mais barato que na própria steam e ainda aceitam boleto bancário. Dê uma conferida no preço que tá lá, clicando aqui.

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