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quinta-feira, 9 de março de 2017

Ghost in the Shell - Vire um Fuchikoma no Playstation 1

Hora de falar sobre um jogo que acredito ser um bocado desconhecido, mas que na época teve ótimas notas, sendo assim uma daquelas obras que certamente os que jogaram durante a geração do PS1 tiveram boas lembranças. No Brasil eu não lembro de ter visto ninguém que tinha, mas não me surpreenderia se de repente eu conhecesse alguém com boas lembranças.

A história se passa no futuro, onde um grupo terrorista conhecido como Human Liberation explode o prédio de uma corporação. Isso faz com que a equipe de elite Setor 9 seja enviada ao lugar para investigar e perseguir os responsáveis, no entanto é uma armadilha e a partir daí começa a caçada por eu líder, conhecido apenas pelo codinome Zebra 27.

Esse jogo foi lançado em 1997 e uma coisa curiosa nele é o fato de que antes das missões há apresentações em anime, e é algo de qualidade, usando animações clássicas em 2D e vez ou outra elementos de 3D muito bem feitos e que se encaixam bem. Hoje em dia é normal ver elementos 3D em animações, mas naquela época era algo muito mais complicado.

Porém algo que certamente se destaca nessa parte anime da coisa é o fato de que são adaptações visuais perfeitas do traço usado por Masamune Shirow no mangá Ghost in the Shell de 1989, o que pode parecer não ser grande coisa, porém é porque as adaptações de Ghost in the Shell não usam o traço dele, ao invés disso tem um traço próprio bem mais sério.

Achei isso interessante especialmente porque era altíssima a probabilidade da equipe usar o filme de 1995 como base. E aquele longa tinha um traço sério ao extremo, o colocando facilmente entre animes com traços "maduros". Mas no jogo vemos exatamente aquelas distorções bobinhas usadas no mangá, personagens com caras fofas e fazendo poses e de repente um estilo mais maduro. Depois descobri que o motivo é que o próprio autor do mangá é o designer do jogo e esteve envolvido diretamente, tornando-se assim uma adaptação bem fiel desse universo.

A jogabilidade é bem diferente do que normalmente se espera de um jogo de Ghost in the Shell, isso porque normalmente você controlaria a major Motoko Kusanagi, afinal é a protagonista. Mas a equipe decidiu fazer um daqueles jogos que faz o jogador se sentir dentro da obra, sendo assim é como se o seu personagem fosse você mesmo e te chamam apenas de Recruta.

Além disso a coisa ganha um ênfase já que não é possível ver o corpo de quem você controla na tela, isso porque aqui você está dentro de um Fuchikoma, aqueles robôs que parecem joaninhas e são usados para auxílio, sejam autônomos com inteligência artificial, seja com um piloto humano, que é o seu caso.

Eu achei curioso essa ideia de te colocar no controle de um Fuchikoma, meio que foge bastante do padrão, ma ao mesmo tempo é legal, pois é o tipo de elemento desse universo que sempre está frequente e no mangá você vê bem que embora grandões, são bem úteis. No jogo é possível testar isso na prática.

Sem sombra de dúvidas os controles envelheceram estrondosamente e para tempos modernos pode ser um verdadeiro sufoco. Mesmo com o PS1 tendo controles analógicos, eles foram lançados apenas tempos depois, ou seja em geral os jogos vinham programados para serem jogados apenas com o controle digital, e o resultado disso em alguns jogos é desafiador, como é o caso de Ghost in the Shell.

Aqui você vai pra frente clicando o direcional pra cima, porém os botões do lado viram a câmera ao invés de fazer o personagem ir para os lados. Aí já viu né? Por outro lado o R1 e R2 fazem ele deslizar, o que é bem estiloso e dá uma certa liberdade, mas ainda assim é meio confuso câmera e botão de andar no mesmo lugar.

A coisa fica ainda mais confusa com o fato de que Fuchikomas podem subir em qualquer lugar, ou seja, se você estiver deslizando para a direita e tem um prédio lá, ele não vai bater e parar, apenas virar de lado e subir parede acima e o mesmo vale com o teto. Isso torna o jogo completamente psicodélico com combates de cabeça pra baixo ou em paredes.

Então minha recomendação é pegar um emulador e configurar as teclas para um controle do jeito que achar melhor, isso deixa a jogabilidade moderna e pode fazer a experiência ser realmente muito divertida, sem aquele desespero para conseguir fazer as coisas direito, apesar de que no próprio jogo também tem umas opções de controle alternativa, mas sem poder configurar botão por botão.

Eu adorei a variação de missões, algumas são em cidades mesmo, mas tem ambientes como esgotos ou momentos em que dão uma variada na jogabilidade e a coisa fica parecendo um jogo do gênero STG, como por exemplo uma perseguição em uma pista em que a coisa se passa em velocidade bem alta e você tem que ir destruindo inimigos a medida que a cidade vai passando.

Enfim, existem inúmeros materiais baseados na franquia Ghost in the Shell, e as vezes tem alguns que podem realmente divertir bastante. Esse jogo é curtinho, pra ser zerado em pouco mais de uma hora, então pode valer a pena especialmente se você é fã da franquia. Se quiserem só assistir, esse vídeo reúne todas as cenas das apresentações:


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