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domingo, 16 de outubro de 2016

Quantum Break - Não é apenas um jogo, é um baita filme!

Hora de falar sobre o badalado Quantum Break, jogo que fez muita gente ir ao delírio assim que foi anunciado. Uma daquelas obras que conseguiram ter um sucesso automático não apenas por sua jogabilidade, mas pelo legado de sua desenvolvedora, exclusividade inicial para Xbox One e claro, a quantidade de dinheiro investida. Ou seja, é daquelas obras que foram anunciadas como exclusivas para um console e com a bênção da dona do console. Mas fora toda essa maquiagem, esse jogo não é apenas um rostinho bonito, ele tem um conteúdo interessante.



Porém antes de tudo, é melhor eu falar um pouco sobre meu sentimento em relação à Remedy (desenvolvedora), pois creio que acaba sendo importante para entender melhor o meu sentimento inicial em relação a Quantum Break, que diferente da maioria do povo interessado nesse tipo de jogo, não foi das mais amigáveis.

É engraçado, a Remedy já esteve entre as minhas desenvolvedoras favoritas, eu era simplesmente apaixonado pela empresa. Isso porque eles tem um charme próprio que é difícil não notar. É só ver que, ao contrário de muitas desenvolvedoras famosas, ela não tem montes de jogos, mas sim pouquíssimos, no entanto todos super aclamados.

Meu primeiro contato com a empresa não foi através de seu primeiro jogo, Death Rally (se 1996),  mas sim de Max Payne, que sou completamente apaixonado. Aquele jogo ao meu ver é épico demais, muita gente acha que o jogo que lançou a moda de manipulação temporal foi Prince of Persia The Sands of Time, de 2003, mas em 2001 é que isso realmente começou.

Max Payne, o jogo que você podia deixar tudo em câmera lenta e ver balas passando ao seu lado, aquilo era tudo que todo mundo queria fazer desde a moda Matrix, lembrando que tinha apenas dois anos que Matrix tinha sido lançado, ou seja era algo completamente fresquinho. Eu lembro que quando o jogo Enter the Matrix foi lançado em 2003 eu fiquei decepcionado, porque os efeitos de Max Payne eram infinitamente mais bonitos, ou seja aquele jogo parecia mais Matrix do que o próprio Matrix.

Ainda em 2003 veio Max Payne 2 e aquilo me deixou louco! Era a continuação do meu jogo favorito, mas ele saiu e acabou me decepcionando. Não porque o jogo fosse ruim, ele é maravilhoso sem dúvidas, só que como o primeiro foi épico, cheio de novidades, gráficos lindíssimos, uma narrativa estilo filme, jogabilidade inovadora, eu esperava o mesmo do segundo jogo. E bom... Foi exatamente o mesmo... Só evoluiu o gráfico, o resto ficou igual e eu não tava preparado pra essa possibilidade, de ser só uma "expansão" da coisa com gráficos ainda melhores.

Mas aí é que veio Alan Wake, ahhhh, aquilo sim parecia ser o que eu estava esperando, inovação, algo diferente. A reunião de duas coisas que eu amava, a Remedy e a atmosfera de livro do Stephen King. Não tinha nada pra dar errado, e na real não deu, o problema é que eu tive aquela minha história de amor e ódio por Alan Wake. Aquela frustração foi tão grande que quando fui jogar simplesmente não aproveitei a coisa como deveria.

Quando fui jogar Alan Wake American Nightmare, foi algo mais tranquilo e sem frustrações pelo caminho, e eu adorei demais o jogo. Apesar de tudo com o passar do tempo o meu amor pela Remedy acabou passando e ela se tornou apenas uma empresa que eu gostava, mas não era apaixonado como antes, mais para algo que eu sabia que fazia um trabalho bom.

Ou seja, quando Quantum Break foi anunciado, a minha sensação foi "Tá...". O trailer não me causou euforia alguma, não tive a mínima vontade de jogar. O que vi me pareceu ser uma história envolvendo o governo e pessoas capazes de manipular o tempo, não parecia realmente interessante, apenas algo maneirinho que se eu tivesse a oportunidade, jogaria, mas nem quando foi anunciado pra PC eu me empolguei.

Porém depois que saiu no computador, exclusivo para Windows 10, a Microsoft acabou resolvendo lançar na steam também, inclusive cheguei a falar aqui no blog sobre como os requerimentos mínimos são menores. E esse lançamento sim me fez finalmente pensar em dar uma olhada, daí resolvi conferir a versão para a steam do jogo.

A história apresenta Jack Joyce, um jovem que recebe um convite de seu amigo Paul Serene para testar uma máquina ilegal. Ela permite a pessoa viajar no tempo, além disso quer que Jack convença seu irmão (também amigo de Paul) a aprovar a máquina, pois ele sabe que funciona. No entanto a coisa acaba dando errado e Jack se vê no meio de acontecimentos temporais bizarros, tendo que consertar as consequências drásticas da coisa.

Você assume o controle de Jack pela jornada através de uma conspiração envolvendo uma poderosa empresa chamada Monarch Solutions, que está preparada para uma catástrofe que vai acontecer com o planeta. O tempo irá parar de correr e ela tem a solução, mas a usará para proteger apenas uma pequena quantidades de pessoas extremamente ricas em uma área capaz de isolar a coisa.

Jack consegue ver o tempo parar frequentemente com o colapso, mas isso não o atinge. As pessoas normais não tem ideia do que acontecendo, pois quando o tempo para e combates ocorrem, eles só notam o resultado quando o tempo volta a correr e nada mais está acontecendo. Isso faz parecer que são ataques terroristas.

Bom, eu vi algumas pessoas falando que esse negócio de jogo em terceira pessoa é muito batido. Mas sinceramente eu acho bem absurdo falarem isso, quero dizer isso é questão de gosto né? Tem quem goste de jogos em primeira pessoa e tem quem não suporte não ver o corpo do personagem e se sentir uma câmera andando. Sendo assim essa crítica da câmera desse jeito ser um ponto negativo do jogo é realmente algo mais ligado ao gosto do que uma crítica verdadeira.

Eu gosto de jogos assim, me agrada ver os movimentos do personagem e o que ele está fazendo. Sendo assim não me incomodou nem um pouco poder ver Jack correndo. Também achei bacana o negócio temporal, apesar de que nada tem de inovador nisso, quero dizer, tem alguns jogos com propostas bem parecidas a dessa história, por exemplo o maravilhoso TimeShift ou mesmo o esquecido Singularity.

Aliás, se você terminar Quantum Break e bater aquela vontadezinha de um pouco mais, esses dois aí podem satisfazer a vontade ein, especialmente se você é fã de jogos em primeira pessoa, pois eles usam esse tipo de câmera. E inclusive tem certos poderes neles que você não vai ver em Quantum Break, sendo assim pode ser bem agradável.

Em Quantum Break você tem tudo o que já vimos em outros jogos de manipulação temporal, se mover com personagens paralisados, criar esferas que deixam o tempo lento pra tudo o que está dentro, se mover em super velocidade, fazer certos lugares voltarem ao estado que estavam em um certo momento do tempo e etc.

Então na parte de ação você tem tiroteios onde deve achar áreas para usar como cobertura, derrotar os inimigos mandando bala e ao mesmo tempo usar suas habilidades para fazer coisas bem incríveis como se movimentar rapidamente em sua direção e surpreendê-los, o que é muito divertido e me lembrou alguns jogos em que eu brincava muito com esse tipo de coisa, como Crysis por exemplo.

Em meio ao combate você se sente extremamente poderoso, desviar de balas, se mover em meio a personagens paralisados e conseguir observar efeitos temporais que ninguém vê é muito incrível. Mas existem tipos variados de inimigos e alguns deles tem roupas que protegem contra os lapsos, ou seja você entra em combates mesmo com o tempo parado, você vai melhorando as habilidades com o tempo.

Mas agora o que eu realmente mais gostei foi da história do jogo, ela parece aquelas ficções científicas estilosas que envolvem grupos pequenos de pessoas e eventos que são grandes mistérios do universo, histórias como por exemplo a da série Fringe. Apesar de que aqui a coisa não parece tão rígida e tem certos elementos que não sei dizer se são falhas, mas que dão meio que que aquela sensação de gambiarra.

Por exemplo tem um momento em que dois personagens estão apontando a arma um para o outro, e o protagonista tira ela das mãos deles. Mas os caras continuam com as mãozinhas lá apontando, como se ela tivesse simplesmente desaparecido e nem fosse necessário abrir as mãos, ou será que ele pegou e depois teve o trabalho de colocar elas nas poses de novo?

Mas até aí tudo bem, mesmo supondo que ele fizesse isso de colocar nas poses de volta, essa interação com pessoas paradas no tempo iria causar um estrago quando voltasse né? Quero dizer, a velocidade da luz é 299 792 458 metros por segundo, ou seja mesmo algo tão rápido, precisa de tempo pra se mover. Agora imagina mover o dedo de uma pessoa em algo parado no tempo, pra fazer isso em algo mais rápido que a velocidade da luz ia arrancar fora quando a velocidade voltasse, não? '-'

Outra coisa é a forma de Jack agir, ele é só um carinha comum, tem um trabalho a fazer e tal, mas ele age tão numa boa com as coisas, sabe exatamente o que fazer, quando fazer, bola planos e tudo mais. Isso dá a sensação de que ele é um agente secreto e esse tipo de coisa é super normal pra ele. Me incomodou um pouco o cara ser tão foda, sim eu sei que ele tem poderes temporais, mas seria legal ver ele surtar ao menos uma vez e não só falar "Puta Merda!" e depois sair numa boa hahaha.

Então acho que umas pequenas coisinhas assim acabam fazendo a coisa parecer meio gambiarra, algo estiloso mas que poderia ser mais estiloso, um pouco mais sério. Não é que seja ruim, a história do jogo é fantástica, a forma que ela é apresentada é simplesmente muito empolgante, parece um filme, tem um ritmo bom. 

O negócio é que acho que ele tinha potencial para apresentar uma história muito mais estilosa, mas acabou tendo um belo toque hollywoodiano por não polirem detalhezinhos. Algo meio "relaxa, apenas curte a aventura, não precisa de explicação pra isso!". Mas os que não ligam para a coisa não ter um clima mais realista, certamente vão conseguir dar fácil nota 10 pra coisa, isso porque realmente é muito divertido.

Hoje em dia nós temos uma quantidade monstruosa de jogos, todos com história, mas é muito comum você jogar algo e assim que terminar, começa a esquecer qual era a trama. Isso porque parece que na maioria das vezes não é dada atenção pra coisa, não há uma vontade de fazer algo épico. A história é mais um quebra temperinho. Então historias bobinhas ou clichê se tem aos montes, tem jogos que você nem sabe o que tá fazendo, simplesmente vê que ir a um lugar, mas os diálogos parecem vazios, não te prendem.

Em Quantum Break isso não acontece, ele é um jogo de narração constante. Você quer prestar atenção na coisa, saber sobre o que estão conversando e se surpreender com as reviravoltas. Foi emocionante ver o segundo jogo da Remedy dublado em português, Max Payne teve uma dublagem inesquecível, mas tanto em inglês quanto em português parecia ter sido feita por amadores, era só a tosqueira! Agora Quantum Break teve uma dublagem ESPETACULAR!

Um detalhe peculiar maravilhoso do jogo é a série que o acompanha, não é que isso nunca tenha sido feito antes, você vê por exemplo o jogo Defiance apresentou essa proposta de uma maneira interessante pra caramba e como se trata de um MMORPG, os acontecimentos dele influenciavam nos episódios da série Defiance, e vice versa.

Então quando anunciaram que Quantum Break teria uma série, isso não me causou nenhum impacto, pensei logo que seria uma série de má qualidade e quebra galho, apenas para ter algo a mais durante a campanha publicitária. Chega a ser engraçado, pois eu fui à loucura quando anunciaram a mini-série Bright Falls, que fazia parte do universo de Alan Wake.

Mas a verdade é que eu estava muito enganado, investiram pesadíssimo no negócio! E foi uma surpresa ao ver que a série é apresentada dentro do próprio jogo, eu pensava que os episódios teriam que ser vistos de uma forma separada mesmo, baixando no site oficial ou algo assim. Mas ao fim de cada capítulo você tem um episódio inteiro e não é coisa de 5 minutos não, é um episódio grande de série.

Ao contrário do que imaginei, não é nada de má qualidade, é cheio de atores famosos, como o "Homem de Gelo" de X-Men, o "Charlie" de Lost, o "Mindinho" de Game of Thrones e outros. Os modelos usados no jogo são os mesmos. Sendo assim você tem as cutscenes, em alguns momentos a história é contada por gráfico do jogo, mas depois a coisa muda e tá lá um live action. O último jogo que eu lembro de algo assim foi Enter the Matrix.

É uma gravação de alta qualidade, que você percebe rapidamente que não é de série barata, além do mais os próprios acontecimentos são bem carinhos, com direito a coisas como perseguições de carro. Realmente é uma coisa muito empolgante. Os episódios não tem foco no Jack Joyce, mas em outros personagens e assim é possível ver eventos por outro ponto de vista e no fim entender a coisa.

Enfim, esse é um jogo charmoso demais! É verdade que ele não tem nada de inovador, tudo o que você ver aqui já foi feito em outros jogos, então a fórmula em si é manjada, porém o grande ponto é o jeito que a Remedy conseguiu reunir esses elementos e apresentar algo que te dá muita vontade de sempre voltar a jogar, recomendo! Vale a pena dar uma conferida no site da G2A pra ver o preço que está lá, pois eles costumam vender keys da steam por um valor bem mais barato que na própria steam e ainda aceitam boleto bancário. Dê uma conferida no preço que tá lá, clicando aqui.

Também a venda em versão física para Xbox One:




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