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sábado, 5 de março de 2016

The Flame in the Flood - Tente sobreviver nessa enchente

Esse é um daqueles jogos artísticos, com visuais belíssimos que conseguem facilmente atrair e uma atmosfera um pouco tristonha. Algo com análises muito positivas mas que no fim das contas acaba sendo um pouco limitado a um determinado público. Ou seja, aquele tipo de jogo amado por muitos mas que alguns podem simplesmente não conseguir entender o motivo disso tudo.



A história é bastante misteriosa, aqui você controla uma garota em um mundo pós-apocalíptico que acabou com uma enchente. Ela tenta sobreviver ao dia a dia com o que consegue achar até que um cachorrinho aparece lhe trazendo uma mochila e assim os dois passam a vagar em uma jangada passando nos pontos com terra para pegar suprimentos.

Como falei, esse é um daqueles jogos artísticos por completo, com um visual que se destaca e uma história com clima intenso, algo que outros jogos já fizeram como por exemplo Winter Voices ou mesmo o sombrio The Cat Lady. Mas aqui temos um jogo com mecânica mais agitada e um climinha mais voltado para o lado fofo da coisa embora constantemente tenha aquela atmosfera de tristeza.

Aqui você tem um jogo com visão isométrica, e tem que vasculhar o mundo apresentado em busca de suprimentos constantemente. A personagem tem diversas necessidades, precisando dormir, comer, beber, se preocupar com o clima e evitar certas condições que causam problemas variados. Sendo assim é um jogo de exploração, coleta e montagem de itens.

Existem diversos lugares no mapa e você tem que acessá-los, para chegar a eles é preciso usar uma jangada e descer o rio. Enquanto desce vão aparecendo indicações de coisas como igrejas e docas em que você pode dar uma parada. Cada tipo de lugar tem coisas variadas, por exemplo há aqueles onde sempre terá uma fogueira acesa e aquele onde você pode achar iscas ou mesmo abrigo contra a chuva.

E assim dependendo do que você estiver querendo no momento alguns lugares vão parecer mais interessantes que outros para você aportar e saquear. Enquanto desce o rio é preciso ter cuidado pois há coisas na frente e é preciso usar energia da personagem pra remar muitas vezes em direção a um lugar onde está um objetivo, além de problemas como correnteza forte e chuva repentina.

Sinceramente eu não gostei muito do sistema de inventário da personagem, especialmente no começo do jogo pode ser muito frustrante pois tem uma enorme quantidade de coisas pra coletar e as coisas não parecem tão claras sobre o que exatamente você está fazendo ali. Daí quando menos espera você tá sem espaço e simplesmente não sabe o que deveria fazer primeiro, o que deveria jogar fora por não ser importante ou coisas assim.

Mas com o passar do tempo dá para se acostumar, são três inventários, o seu, o do cachorro que sempre te acompanha e o da jangada que é muito maior mas que para ser usado você tem que estar por perto. E assim a coisa vai ficando desafiadora, você tem que ver o que parece interessante deixar lá, como por exemplo remédios, e o que parece interessante levar, como tocha e recipiente pra coletar água.

É preciso sempre estar atento na vitalidade da personagem portanto você precisa procurar por itens comestíveis, com o tempo você vai se adaptando e vendo o que dá pra comer e o que não dá. Coisas que você pode comer na hora como amoras e coisas que você pode guardar pra fazer uma receita em uma fogueira.

Tem vários problemas que você tem que tomar cuidado, como picada de inseto e doenças, mas com o tempo você vai aprendendo a manter essas coisas instáveis, aprendendo a coletar as coisas certas pra caso tenha esses problemas, e também descobre como evitá-los.

O sistema de forjar itens é bem básico, você coleta uma certa quantidade de coisas e transforma em outra. Lendo o guia a coisa fica mais fácil pois você vai entendendo os lugares que deve visitar para criar uma determinada coisa. Esse é um dos elementos que intensificam a sensação de sobrevivente em meio a um mundo destruído.

Você pode criar armadilhas para caçar animais ou simplesmente se livrar de predadores, sendo assim é importante também ver os materiais certos para criar determinadas coisas, muitas vezes você quer entrar em um lugar mas uma matilha de lobos pode ser um grande problema.

Graficamente o jogo é uma graça, acho que é a coisa que mais atrai de imediato, todo aquele design tão especial. Além disso tudo é acompanhado por uma trilha sonora fantástica com um toque meio rural. São músicas com ou sem vocal usando violão, viola caipira e gaita. Algo que as vezes tem um toque meio triste e outros bem agitado, gosta de música country? Vai adorar então!.

Enfim, não acho que The Flame in the Flood é um jogo para todo mundo. Ele é um daqueles títulos que requer esforço da pessoa, ela tem que querer gostar, pois tem elementos de roguelike e é fácil morrer muito rapidamente, isso pode gerar um pouco de sensação de imenso tédio e algo sem um objetivo. Por outro lado aqueles que vão aprendendo com os erros da morte anterior vão cada vez mais se adaptando e aprendendo a enfrentar o ambiente. Vale a pena dar uma conferida no site da G2A, pois lá eles costumam vender keys da steam por um valor bem mais barato que na própria steam e ainda aceitam boleto bancário. Dê uma conferida aqui.


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