Temporario



Jogos | Séries | Filmes | RPG e Tabuleiro | Animes | Creepypastas | Quadrinhos | Livros | Mapa do Blog | Sobre o Blog | Contato |

segunda-feira, 15 de fevereiro de 2016

Assassin’s Creed Chronicles: Russia - Análise

Hoje vou falar sobre o terceiro jogo da trilogia Chronicles, que apresenta o universo de Assassin's Creed em lugares variados do mundo, porém tratam-se de spin-offs, ou seja não são títulos da saga principal, mas sim histórias extras não sendo jogos AAA, mas pequenas obras com uma diversão rápida e em um ângulo de visão 2.5D.


A história se passa em 1918 e apresenta bem algum muito comum na franquia, que é a mistura de eventos históricos reais com a versão fictícia do credo de assassinos (digo fictícia porque o credo original realmente existiu). O foco é o assassinato da família imperial russa e a fuga da Grã-Duquesa Anastásia, com apenas 17 anos.

Uma curiosidade é que isso é uma lenda urbana que atravessou o século, esse assassinato gerou muito falatório sobre a suposta sobrevivência da garota, além de um mistério sobre como seria possível algo assim, se obteve ajuda, foi sorte ou o que mais. No entanto evidências contrárias foram sendo mostradas até 2008 quando provaram de vez que ela realmente não sobreviveu, mas há quem duvide e a coisa continua muito estranha.

Aqui você assume o papel de Nikolai Orelov, mas não é a primeira aparição do personagem, ele já deu as caras anteriormente no falecido jogo AC Project Legacy, e foi o protagonista das revistas em quadrinhos "The Fall" e "The Chain". Sendo assim "Russia" é na verdade a quarta aparição em um dos conteúdos da franquia.

Esse personagem é enviado para uma missão, mas o país está um caos, intimamente ele tem novos planos, terminar o que foi mandado e desertar da ordem dos assassinos, partindo então para os Estados Unidos onde poderá dar alguma segurança à sua família, mas para o seu azar presencia o evento do assassinato da família imperial por templários e fica revoltado com a morte de crianças, ao ver que Anastásia sobreviveu decide ajudá-la, mas tanto os Templários quanto o Credo querem a garota.

Ao contrário do que alguns podem pensar, a trilogia Chronicles não foi a primeira a levar o universo de Assassin's Creed para o 2D, isso acompanhou a franquia desde seu início, pois depois do lançamento do primeiro jogo em 2007, já no ano seguinte veio um spin off que acabou ficando meio esquecido, o Altair's Chronicles para Nintendo DS, e que talvez o nome da franquia Chronicles inclusive tenha vindo daí. E o segundo jogo da franquia principal também seguiu a onda com o também desconhecido Assassin's Creed 2: Discovery.

A proposta desse jogo é interessante, sei bem que um jogo 3D pode ser bem mais atraente, para alguns pode parecer um desperdício usar lugares do mundo sem criar todo um cenário gigantesco como os da franquia principal, no entanto a coisa pode ser um baita de um alívio, dá uma variada. Convenhamos que a quantidade de Assassin's Creed lançada pode cansar, sendo assim ter uma experiência diferente é um verdadeiro alívio.

Esse jogo não é meramente uma versão 2.5D da coisa, ele tem uma atmosfera própria, um foco diferente, é mais para um daqueles jogos em que você perde sem parar diversas vezes seguidas graças ao alto nível de dificuldade e assim precisa inventar novas maneiras de fazer coisas, testar diferentes formas de passar por um ambiente e ver no que dá.

Essa dificuldade pode inclusive frustrar os mais desesperados, afinal de contas tem momentos que a coisa pode parecer realmente impossível, ainda mais tendo certas missões que você tem tempo para fazer coisas e assim tem que correr e analisar o cenário, achar brechas e fazer tentativas. Mas para os que gostam de desafios esse pode ser exatamente o elemento mais viciante do jogo.

Você controla tanto o assassino quanto a garota, algumas fases são dedicadas completamente a um dos personagens enquanto outras variam e assim você joga com um e muda para o outro, eles vão se ajudando. Isso é bastante empolgante pois podem acontecer coisas como você estar com Nikolai usando uma sniper e limpando o cenário para Anastásia passar sem ser pega, e de repente o jogo muda e você passa a controlá-la e andar por todo aquele ambiente.

Cada personagem tem suas habilidades próprias, Nikolai pode usar um rifle e bombas de fumaça, enquanto Anastásia é uma personagem mais Stealth onde você tem que tomar cuidado, entrar em dutos e usar habilidades como se camuflar com o cenário para que os inimigos não a vejam.

Visualmente o jogo é muito bonito, existe um certo toque Sin City na coisa com um visual preto, branco e vermelho, e os fundos são coisas bem artísticas, como se fossem posters antigos no estilo "Se junte a nossa causa!", porém levemente animados. Isso deu um toque muito charmoso a toda a coisa.

Enfim, Assassin’s Creed Chronicles: Russia é um jogo curto, de apenas dez fases, mas com uma boa história, algo divertido e uma jogabilidade bem viciante, daquele tipo que você para de jogar porque cansou no entanto mais tarde bate uma vontade imensa de jogar mais um pouco. Sendo assim recomendo demais, se estiver procurando por uma diversão rápida esse pode ser o jogo perfeito.


Nenhum comentário: