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quinta-feira, 18 de junho de 2015

Humans - Uma série com climinha de Animatrix

Você assistiu à espetacular animação O segundo renascer? Não? Então você precisa ir voando assistir, até porque é minúscula porém é um verdadeiro espetáculo. Caso você não saiba do que se trata, ele conta a história de como as máquinas viveram em harmonia com a humanidade durante um tempo, antes de criarem a Matrix e aprisioná-la. E hoje vou falar sobre uma série que me lembrou demais aquelas animações!

Humans se passa em um futuro não tão distante onde a humanidade conseguiu fazer robôs incríveis, que se tornaram servos das mais variadas formas. Robôs passaram a ser usados em trabalhos perigosos, como ajudantes domésticos, companhia, parceiros sexuais, entre outras coisas. No entanto esse alto nível de inteligência artificial acaba fazendo com que vez ou outra, acidentes aconteçam e erros de programação deem livre arbítrio.

A proposta dessa série é simplesmente espetacular, e foi um alívio tão gigantesco ver que é uma série da AMC, que sempre se esforça em trazer séries incríveis como a espetacular Hell on Wheels, a tão adorada por legiões de fãs Breaking Bad, e obviamente a arrasa quarteirão Breaking Bad. Além de várias outras, então a AMC é uma emissora que se preocupa com a qualidade da coisa. Apesar disso é uma série britânica/americana e foi feita em parceria com o canal inglês Channel 4.

Uma coisa fantástica usada aqui, é aquela visão apocalíptica do Stephen Hawking, ou seja, aquele medo de máquinas superarem a humanidade e assumirem o controle. E isso é muito bem explorado aqui. Embora algumas pessoas adorem os robôs, outras simplesmente não conseguem confiar neles e isso gera polêmica na televisão, com debates sobre a confiança toda que a humanidade dá.

Por outro lado há também os robôs pensantes que vagam por aí, o medo que eles tem da humanidade e a forma como precisam se virar, fingirem ser apenas mais um servo como qualquer outro. A forma como as pessoas entrariam em desespero se vissem algum deles agir com consciência própria. Isso também me faz lembrar aquela ideia apresentada em Ghost in the Shell 2: Innocence, de "A que ponto eu tenho o direito de ser considerado humano?".

Essa ideia é bem fantástica e ao mesmo tempo ameaçadora, sabem no curta metragem Kara, em que é mostrada a interação entre um humano e uma robô defeituosa? É exatamente isso que senti na série, aquela sensação de estar em xeque "Essa coisa está implorando para ficar viva, eu poderia deixá-la ir... Mas ao mesmo tempo ela tem potencial de criar seres superiores a própria humanidade, o que eles podem fazer com toda essa capacidade?".

E eu sei que o natural é torcermos para que os robozinhos sobrevivam, no entanto se você parar para olhar o lado dos "vilões" da história, será que eles estão tão errados assim? É possível ver no seriado um senhor que ama como um filho, um robô muito antigo que serviu sua família e carrega lembranças de coisas muito antigas. Ele faz de tudo para não trocá-lo, mas o governo insiste que ele precisa de um upgrade. Então ao mesmo tempo que tem aqueles que se esforçam demais para dar um fim na coisa, existem os que simplesmente deixam levar pelo lado humano voltado para as emoções e não a auto preservação.

Enfim, se você é apaixonado por obras como a sombria e tristonha Ergo Proxy ou a agitada Almost Human, onde robôs são colocados ao lado da humanidade para auxiliá-la, certamente irá achar muito interessante esse seriado.

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