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quarta-feira, 15 de abril de 2015

Out There: Ω Edition - Um jogo cheio de aleatoridades

Na primeira vez que vi esse jogo, pensei que tratava-se de um Visual Novel espacial ou algo assim, porém mais tarde descobri que é um jogo muito mais robusto e profundo, cheio de possibilidades e definitivamente um daqueles títulos em que você pode jogar quantas vezes quiser e será quase impossível fazer a mesma aventura. Out There: Ω Edition mistura exploração com administração e toques de RPG, fazendo assim uma experiência maravilhosa.

Você assume o papel de um astronauta que viaja para Ganímedes, uma das luas do planeta Júpiter, e está em uma câmara criogênica que irá ser desativada assim que ele chegar ao lugar, porém ao despertar, é surpreendido quando percebe que não está em seu destino, e se assusta ainda mais quando descobre que nem mesmo está mais no sistema solar, mas sim em algum lugar desconhecido do espaço. Logo encontra uma misteriosa estação espacial que indica uma estrela em especial e assim, sem outra alternativa, inicia uma viagem naquela direção.

Apesar desse jogo ser do tipo que é feito para se jogar muitas e muitas vezes, fiquei tão impressionado com a história que criaram, ela é muito atmosférica. Uma das coisas que sempre me deu arrepio foi o pensamento de estar sozinho no espaço, de como a terra é um lugarzinho especial e seguro, mas que se você parar pra pensar, é o único lugar e o universo é vasto demais, e aqui temos uma trama que te deixa sozinho sem ter ideia se conseguirá voltar para casa.

A jogabilidade tem vários quesitos interessantes, você tem que se virar com os recursos que tem em sua nave e precisa usá-los para chegar ao seu destino, as vezes deve desmontar alguma parte para conseguir elementos que serão usados em outra, mas é preciso saber o que desmontar e quando, pois a nave depende de algumas peças para funcionar.

Existe um mapa do espaço onde você pode saltar de estrela em estrela, e nelas há um sistema solar próprio que há coisas variadas, você pode achar alguns planetas, mas também pode acabar achando estações espaciais abandonadas. Existe uma distância limite para fazer os saltos, e por isso você tem que ir de uma a uma em direção a estrela destino, como se fosse um jogo de tabuleiro, e as vezes você chega em áreas onde não há estrelas próximas e precisa voltar para tentar outro caminho.

É possível também entrar nos planetas e estações espaciais encontrados, o que é simplesmente fantástico, pois você não sabe o que encontrará lá, e alguns apresentam ambientes espetaculares e que dão um baita toque de mistério, como por exemplo um planeta gelado que pousei e ao fundo era possível ver um enorme tipo de castelo.

Como disse, você precisa de recursos, portanto quando você desce em um planeta, pode usar a escavadeira para extrair material de lá, daí é preciso usar espaço da nave para poder carregá-lo, muitas vezes você está usando uma parte da nave e precisa destruir para armazenar recursos ali, ou o contrário, as vezes é preciso abandonar recursos pra poder ter uma peça a mais, e assim você acaba fazendo escolhas sobre o que você precisa, o que vai usar na frente. Esses recursos não são apenas para se construir coisas, mas para reparar desgastes e abastecer a nave.

E existe também o elemento RPG, em que você constantemente acaba tendo encontros aleatórios que aparecem descritos em textos e é preciso tomar decisões em relação a aquilo, como por exemplo achar um grupo de naves espaciais em um combate, ou mesmo uma estação em que algo te chama a atenção. Há consequências para as escolhas, como por exemplo ser teletransportado para um lugar aleatório do espaço, que pode ser mais próximo do seu destino ou ainda mais distante.

Graficamente o jogo é simpático, em geral bastante simples, as coisas são apresentadas em forma de imagens, e por isso a primeira vista o confundi com um Visual Novel, porem esse estilo simples não pecou, e acaba apenas se tornando algo que dá uma certa personalidade própria, ainda mais com alguns fundos fascinantes, como os dos planetas.

Enfim, esse jogo me lembrou um pouco o espetacular FTL: Faster Than Light, e certamente quem gostou daquele jogo, também vai gostar bastante desse. Eu recomendo definitivamente e acho que é um ótimo investimento em diversão. Quem se interessar é só dar uma conferida no site oficial do jogo.

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