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domingo, 23 de fevereiro de 2014

Trilogia Eschalon - Jogos com a pura essência do RPG!

Tem alguns jogos que conseguem deixar bem claro a sua essência apenas pelo visual, e esse é o caso da trilogia Eschalon, que são jogos que te fazem imediatamente olhar e já pensar "Esse é um jogo de RPG à moda antiga em um daqueles mundos que parecem estar vivos de tantas opções que tem". E digo isso porque realmente o jogo é o que aparenta ser, mas mesmo assim consegue ainda dar um toque especial e abrir as portas para jogadores que não gostam muito de RPG's dos anos 90.

A história desse jogo se passa em um ambiente de fantasia medieval conhecido como Thaermore, e você inicia tudo no controle de um aventureiro que desperta em uma casa no meio de uma floresta, o mesmo não tem a mínima ideia do que está fazendo ali e também não sabe quem ele mesmo é, porém ao pegar uma nota, percebe que alguém deixou uma mensagem especificamente pra ele e que irá explicar tudo se você seguir suas instruções.


Eu sei que a primeiro ponto, o que se pensa é em como é clichê essa história, tudo bem que tem o sua parte intrigante com a pessoa misteriosa, mas há aquela sensação constante de "Já vi isso em algum lugar". Por outro lado, essa é uma forma muito boa de introduzir um personagem em um jogo onde você escolhe completamente a ficha, deixando desse jeito como você bem entender.

A interface do jogo inicialmente pode parecer um tanto assustadora, principalmente para jogadores mais jovens, isso porque muita gente que joga coisas antigas acaba se acostumando, porém esse além de visivelmente ter um estilo antigo, ainda é cheio de botões, o que pode fazer com que muitos se preocupem em ser algo difícil de se dominar a mecânica, porém ele é surpreendentemente fácil. Quando comecei a jogar, eu até mesmo pensei que tinha me enganado e que tratava-se de um action RPG, isso porque eu saí andando pelo cenário, abrindo baús e passando os itens pro inventário, e assim que achei um inimigo, comecei a clicar nele, e logo morreu. No entanto esse é um RPG clássico mesmo, e apesar de eu não ter percebido imediatamente, trata-se de um jogo de turnos, eu só percebi isso quando comecei a fugir de um inimigo e percebi que o mesmo parou de andar quando eu parei, ou seja, a cada clicada, na verdade eu estava usando um turno meu, e as coisas só pareciam estar passando em tempo real porque ocorre tudo muito rápido. Sendo assim o jogo é capaz de agradar aos dois grupos, jogadores antigos, e jogadores mais jovens.

Os gráficos são muito atraentes, tudo se passa em visão isométrica, porém com aquele visual maravilhoso antigo, que mesmo sendo 2D, é notavelmente muito bem trabalhado cada pequeno detalhe, sendo assim quando você entra em uma casa, por exemplo, nota a quantidade de detalhes que os objetos do lugar apresentam. Esse estilo retro é realmente um verdadeiro colírio para os olhos e acredito que uma enorme quantidade de gamers acaba sendo conquistada facilmente por um visual assim.

Como falei, apesar da pancadaria, o jogo tem elementos fortes de RPG, portanto você terá diálogos com outros personagens e poderá conseguir várias informações dessa maneira e conduzir o acontecimento das coisas de um jeito diferente. Também há um sistema de inventário onde você administra da melhor forma que achar os seus itens e evolução de personagem, permitindo que você distribua pontos de atributo e habilidades especiais. Além disso existe um elemento que achei bastante cativante e só vi em alguns jogos até então, que é o narrador, o que faz lembrar ainda mais os temos dos jogos de RPG de mesa, já que de acordo com o que você vai andando, é possível ver em baixo mensagens dizendo o que você está vendo e fazendo uma descrição maior da situação.

Apesar de ser o mesmo personagem cada um dos jogos tem um início onde você pode criar um personagem e colocar as coisas de formas diferentes. Esse sistema de criação de personagem é bastante complexo e reflete diretamente na jogabilidade, por exemplo se você escolher o sexo do personagem e ele for homem, terá bônus em força, já mulheres tem bônus em destreza. O lugar do reino onde ele nasceu influi nos diálogos e pode gerar certas vantagens ou desvantagens, a crença do personagem determina como certas coisas acontecerão, por exemplo se você escolher um personagem ateu, o mesmo será imune a maldições, no entanto também será imune a bênçãos, a classe do personagem determina de forma mais direta a jogabilidade, podendo ser arqueiro, guerreiro, mago, etc... E ainda existem os atributos que você tem pontos para distribuir, e as habilidades iniciais.

Quando o seu personagem evolui você vai ganhando novos pontos e assim cada vez melhorando mais obviamente, mas essas habilidades nem sempre são para combates, tem muitas habilidades que influem de uma forma voltada mais para o estilo de vida do personagem, que lutas em si, como por exemplo ser bom em negociações no mercado, saber se curar, ter cartografia para ir desenhando os mapas por onde vai passando, e etc. É bonito ver como as habilidades vão se tornando muito úteis.

O mundo do jogo é bastante vivo, nas cidades você acha pessoas, tavernas, etc e lá fora há um mundo cheio de perigos, e o legal é que não se trata de uma grande equipe do mal que só quer te matar, mas sim personagens com intenções próprias, por exemplo se você acha um grupo de ladrões que quer te assaltar, você pode sair correndo e atraí-los até um grupo de monstros, e eles não irão se unir pra te matar, mas sim entrar em combate entre si.

Enfim, o único problema da trilogia Eschalon  para jogadores brasileiros, é o fato de que a única língua disponível é o inglês, portanto se você for jogar, é melhor preparar o google tradutor, mas veja a parte boa, ao menos o seu inglês vai melhorar muito. Vale a pena dar uma conferida no site da G2A, pois lá eles costumam vender keys da steam por um valor bem mais barato que na própria steam e ainda aceitam boleto bancário. Dê uma conferida aqui.

2 comentários:

Dalino disse...

FINALMENTE O ESCHALON AQUI!!!
Joguei o primeiro assim que lançou o segundo e logo em seguida joguei a sequência. Já comprei o terceiro, mas ainda não joguei.
É um dos RPG indies que eu mais gosto.
Jogão!

Rian disse...

quer um jogo de rpg de mesa puro ? o melhor do mundo , baldur gate . digo mais nada