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segunda-feira, 17 de fevereiro de 2014

Cube & Star: An Arbitrary Love - Um jogo minimalista!

É engraçado como tem alguns jogos que você começa a jogar e simplesmente não entende nada, daí vai fuçando aos poucos e então passa a ver que tem uma certa lógica, e quando menos imagina, está descobrindo coisas e vendo como é que a mecânica funciona. Claro, esse tipo de jogo pode acabar roubando a paciência de muita gente em alguns casos, porém tem outros em que esse fator só acaba por conquistar o jogador. E acho que esse é bem o caso de Cube & Star: An Arbitrary Love, já que ao ver os comentários das pessoas sobre eles, vi muitos dizerem que a sensação foi puramente estranha e não sabiam porque continuavam jogando, mas tinha algo de tão especial que tornava realmente impossível sair do jogo.

Não existe exatamente uma história fixa nesse jogo, aqui apresentado um mundo de coisas naturais para o jogador, por isso você anda por lugares cheios de grama que crescem, árvores, chuva, criaturas que vagam pelas florestas. Existe uma mudança também entre dia e noite, fazendo com que o cenário se modifique completamente, no entanto não é um lugar intocado, pois você acha estruturas construídas por uma civilização e também uma misteriosa linguagem que você deve decifrar e descobrir exatamente o que significa.

Sem dúvidas a primeira coisa que vai chamar a atenção das pessoas para esse jogo, é o seu visual, que é simplesmente muito interessante. Ele se passa em um mundo que você pode ver claramente que é redondo e é possível dar a volta nele em qualquer direção, sendo que a sua superfície é dividida por quadradinhos, e os elementos presentes nele são feitos de formas geométricas, por exemplo árvores com folhas em formato de cone, esferas e quadrados. Nada tem um visual muito exato e o jogo como um todo é minimalista, sendo assim você identifica as coisas, porém elas são feitas da forma mais simples possível.

A jogabilidade é algo que pode ser considerado simplesmente estranho, você controla um quadrado, só que não sabe exatamente o que fazer. Eu sai andando pelo mundo, dei a volta nele, vi que tinham várias coisas coloridas, porém grandes áreas completamente cinzas, vaguei um bom tempo até entender que quando eu batia nas árvores, elas podiam soltar uma bolinha colorida e se eu a pegasse, o meu cubo se tornaria daquela cor e por onde eu passasse, a cor que eu estava ia preenchendo o chão do lugar e dando cores diferentes a elementos que não fossem o chão, e aos poucos a cor ia se desgastando até ficar novamente cinza.

Esse é o tipo de jogo que você descobre como joga, apenas jogando, a sensação de estar explorando e descobrindo coisas é constante, você vai achando objetos e mensagens vão sendo dadas, se você achar uma estrutura antiga, pode destruir ela e retirar relíquias delas, no entanto pra quem servem as relíquias? Pra que servem as estrelas cadentes? Pra que serve pintar o mundo com cores variadas? É simplesmente o tipo de jogo que te deixa ir jogando e aos poucos descobrindo o que tudo aquilo significa.

Enfim, esse é um belo jogo, e para aqueles que gostam de experiências calmas e querem apenas jogar algo sem compromisso mas ao mesmo tempo se surpreender, com certeza essa é a perfeita escolha. Para quem se interessou pode dar uma conferida no site oficial do jogo.

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