sábado, 1 de setembro de 2012

Eu sou Deus - Capítulo 61

Esse é um conto interativo, antes de ler essa parte, leia os capítulos anteriores para você não ficar perdido sem entender nada.

Augusto chega da escola pensativo, ele lembra de ter visto alguém na porta de seu quarto na noite anterior, mas adormeceu olhando para a pessoa, no entanto isso o incomoda muito pois normalmente ele nunca dormiria em uma situação como essa. Lembra-se que estava muito assustado e preferiu ficar quieto observando para ver se o estranho faria algo, mas quando percebeu, estava acordando pela manhã. Ele se pergunta o que aconteceu depois, pela manhã chegou a olhar o seu caderno com o conteúdo do livro que estava escrevendo, mas esse estava vazio novamente, sem nada adicionado. O garoto pergunta a família se alguém foi ao seu quarto na noite anterior e eles respondem que não. Ele diz que que viu uma pessoa o observando no escuro e a mãe fica preocupada, mas no fim ao analisarem a possibilidade do ocorrido, todos, inclusive Augusto chegam à conclusão de que é uma situação impossível e que provavelmente ele estava sonhando. O fato do garoto ter conseguido adormecer mesmo com a presença estranha apenas confirma que era um sonho.

Durante a tarde, Augusto não estuda, ele costuma sempre ler um pouco do conteúdo da escola, mas dessa vez apenas fica deitado na sua cama pensando em Fantasmagoria e isso faz com que ele inspire e comece a escrever. O garoto sente-se feliz por finalmente esquecer Felipe e seguir em frente com o seu projeto. E também por saber quais as palavras usar, muitas vezes ele tentou escrever e sabia o que queria, mas não conseguia passar a ideia para o papel de forma que ele mesmo achasse convincente e no final acabava desistindo de escrever, isso também acabava fazendo com que em outras vezes ele desistisse antes mesmo de tentar, pois ficava com preguiça só de lembrar que teria que fazer um grande esforço mental para selecionar as palavras certas.

De repente enquanto escreve, Augusto percebe algo diferente na folha em que passa o lápis. Ele nota que na parte de trás dela, parece ter algo escrito, e então vira a folha para ver o que está na parte de atrás dela e para a sua surpresa, há um novo texto, mas ele tem certeza que olhou cuidadosamente cada página do caderno e não havia nada. Seu rosto fica corado quando ele lê o texto:

"Você se considera mesmo um escritor? Com esse lixo? Suas ideias são ridículas, você nunca vai conseguir vender essa porcaria e a sua irmã só diz que gosta para você não se sentir humilhado, mas você mesmo sabe que ninguém iria querer ler algo assim. Esqueça esse lixo! Lixo! Lixo! Lixo! Lixo!"

Depois do texto há a palavra "Lixo" escrita uma última vez ocupando um espaço enorme da folha. Augusto se levanta e vai até a mãe e mostra o texto, diz que não estava ali antes, ela fala que não tem ideia e pergunta pra irmã se foi ela, mas a garota nega e mostra que a letra não é dela. Mais tarde quando o pai chega do trabalho, o garoto também mostra o texto a ele, mas esse não sabe de nada. Todos na casa ficam confusos. Augusto sente-se irritado com o desaforo escrito em seu caderno e resolve dar uma volta na rua, ele pensa em chamar algum amigo, mas percebe que não quer falar sobre o assunto, mas apenas pensar um pouco.

Augusto mora em uma quadra bastante calma, já são quase sete da noite e ele caminha tranquilamente. O garoto se esforça para tentar lembrar da pessoa à sua porta na noite anterior, mas apenas lembra da silhueta, não conseguiu ver traços do rosto ou algum detalhe melhor. Ele pensa na possibilidade de sua casa ter sido invadida, mas acha muito improvável, além disso ele sabe que não teria lógica alguma a pessoa invadir a casa apenas para escrever algo em seu caderno. Ao pensar nisso ele começa a imaginar se essa pessoa não estaria entrando em sua casa e trocando seu caderno por outro. Isso certamente é uma hipótese que explicaria as palavras que aparecem e somem, mas ao mesmo tempo não explica como o desenho da capa continua o mesmo e também acaba sendo algo absurdo, afinal não teria porque uma pessoa fazer algo assim.

De repente a concentração de Augusto é quebrada ao ver alguém andando sobre o gramado mal iluminado próximo a ele. O local onde o garoto está costuma ser tranquilo, no entanto acha estranho a pessoa estar no gramado mal iluminado ao invés de andar pela calçada e começa a andar mais rápido, após alguns segundos ele olha pra trás e vê o momento em que a pessoa finalmente sai do gramado e a luz do poste do lugar onde ele estava a ilumina. Ele fica surpreso ao perceber que as roupas que a pessoa usa, lembram bastante o visual que ele adotou para os seus personagens em fantasmagoria, com um manto e uma máscara. Repentinamente a pessoa, que havia parado de lado na calçada, olha para Augusto e se vira para o garoto. Ele para por um momento e olha curioso para a pessoa. Por alguns instantes eles ficam parados, quando de repente a pessoa começa a andar. Augusto se assusta e corre, ele olha pra trás para ver se a pessoa se aproxima mas ela continua andando normalmente, e logo o garoto sai de seu campo de visão, mas não para de correr, continua em direção à sua casa, bem rápido. Mas após algum tempo ele se cansa e por alguns segundos descansa, mas continua atento olhando para a direção de onde veio. Ele fica quase um minuto parado recuperando o fôlego, quando um som à cima dele faz com que ele olhe rapidamente e logo veja que em um dos galhos de uma grande árvore próxima, há uma pessoa, e em um segundo momento nota que essa o está observando, mas o mais assustador é que a pessoa também usa uma máscara e aparentemente também veste um manto. Augusto solta um grito e corre do lugar, dessa vez ele não para, continua correndo até chegar em casa.

Ao entrar, o garoto fala para os pais o que aconteceu e essa fica preocupada, logo eles chamam a polícia. Os pais falam para o garoto que as roupas podem ter sido meramente coincidência, mas acreditam que o filho foi perseguido. Os pais de Augusto sempre o apoiaram bastante e confiam nele, por isso mesmo a história sendo muito estranha, eles não duvidam de que o filho foi perseguido por alguém e o garoto sente-se muito grato.

Dois policiais vão à casa de Augusto e fazem algumas perguntas, o garoto não fala nada sobre fantasmagoria, ele sabe que os policiais achariam que ele inventou. Mesmo assim eles perguntam aos pais se o filho costuma fazer brincadeiras ou inventar coisas, mas esses deixam claro que Augusto jamais faria algo assim. Os policiais  dão uma olhada pela quadra e logo voltam, avisam que não encontraram nada e instruem a família a fechar bem as portas e janelas. Também avisam que se algo acontecer, é para ligarem novamente.

Augusto fica preocupado e ao mesmo tempo constrangido, mesmo com os pais o apoiando, ele sente como se tivesse inventando tudo aquilo e que ninguém acredita nele. Os pais avisam que se ele ver alguém, é para chamá-los imediatamente.

Na hora de dormir, o garoto fica preocupado e fecha a porta de seu quarto com a chave, ele se deita e tenta adormecer, no entanto não consegue tão facilmente e acaba se virando de um lado para o outro na cama várias vezes, mas sem conseguir dormir. Ele começa a se preocupar em como vai estar com sono quando acordar para ir para a escola. Fica pensativo sobre diversas coisas de sua vida, até que seus pensamentos são interrompidos por um barulho na porta, ele olha rapidamente e vê a maçaneta se movendo. O seu coração começa a acelerar, a porta então balança levemente como se alguém estivesse forçando do outro lado para ter certeza se estava fechada. O garoto fica calado apenas olhando, e após alguns segundos diz:

-Mãe?

E ao falar isso a maçaneta imediatamente para de se mexer, o garoto se cala novamente e fica olhando para a porta para ver se acontece novamente. Ele se preocupa, com certeza não era sua mãe pois ela teria respondido. De repente ele é surpreendido por um outro som, dessa vez vindo do lado oposto à porta. Ele olha assustado e vê a janela de seu quarto, ela é feita de metal e desliza lateralmente para ser aberta, por isso não é possível ver o lado de fora. Ele pode ouvir alguém passando a mão nela do lado de fora, e fica quieto. Há pequenas brechas na janela para circulação de ar que não são o suficiente para se ver quem está do lado de fora, mas é possível ver uma silhueta. O garoto não diz nada, fica parado porque talvez assim a pessoa na rua ache que não há ninguém ali e vá embora, mas só alguns segundos depois o garoto percebe que a luz está acesa e que a pessoa do lado de fora sabe que há alguém ali. E quando o som da pessoa passando a mão na janela fica mais agitado, ele salta da cama e corre pra fora do quarto chamando pelos pais, que acordam assustados, vão ao quarto do garoto, o pai chama pela janela, mas não há ninguém, ele também vai ao lado de fora da casa procurar, o que faz a mãe e o menino ficarem desesperados, mas logo ele retorna e fala que não viu ninguém lá fora. Augusto acaba dormindo na cama dos pais e se sente muito envergonhado, mas ao mesmo tempo prefere isso a ter que passar a noite no seu quarto e a pessoa voltar.

No outro dia o garoto acorda em sua cama e deduz que os pais o levaram durante a noite, ele acorda com a mãe batendo em sua porta e falando que ele vai se atrasar. Ao abrir a porta, ela faz uma expressão de surpresa e pergunta:

-O que é isso?
-Isso o que?
-Em seu rosto.
-Meu rosto?
-É, essa coisa no seu rosto, por que você fez isso?
-Eu não fiz nada.

O garoto vai ao banheiro e se surpreende ao ver seu rosto pintado de branco e um desenho de uma boca triste e lágrimas, que o lembra um mímico. Ele logo diz:

-Eu não fiz isso mãe, quando você me levou pro quarto já estava assim?
-Te levar pro quarto?
-Foi o pai que me colocou na minha cama?
-Foi você que foi pra cama ainda de noite Augusto.
-Eu? Mãe, tem alguma coisa acontecendo, eu não fui pra minha cama e eu não pintei isso na minha cara! Tem alguém em nossa casa.
-Eu vou falar com seu pai hoje à noite, se lava que eu vou te levar até o ponto de ônibus pra você ir pra escola.

A mãe de Augusto não costuma acompanhá-lo até o ponto de ônibus, mas ele deduz que ela esteja preocupada e não quer deixar o filho andando sozinho.

Ao chegar da escola, Augusto pega o caderno de Fantasmagoria, como ele estava atrasado pra escola pela manhã, acabou nem ao menos conferindo se havia algo de novo. Ao abrir, percebe que há mais coisas escritas, dessa vez nas folhas do meio do caderno, onde está escrito:

"E assim o jovem vândalo e o porteiro entraram em Fantasmagoria, eles não tinham ideia do horror que os aguardava, sabiam que estavam em um lugar totalmente diferente do que um dia já haviam visto, mas não imaginavam o quão terrível seriam os seus próximos dias em um mundo distante do seu"

Augusto observa o trecho e lê várias vezes, fica tentando imaginar o que quer dizer e o motivo de alguém ter colocado isso ali. O dia passa e quando entra a noite, o garoto começa a pensar se irá pedir para seus pais para dormir com eles novamente, no entanto ele está constrangido e aos poucos começa a se convencer que é melhor dormir em seu próprio quarto, ele sabe que se a pessoa que invade sua casa bater forte demais em sua porta, os pais irão acordar e ela não vai conseguir arrebentar a janela de metal, então não há o que temer. Mas mesmo assim ele se preocupa e continua vasculhando o caderno e pensando nos estranhos acontecimentos, até que percebe que tudo está envolto no próprio caderno e que talvez se ele o destruir, nada mais terá a temer. E assim ele vai até os pais e explica que vai lá fora, não vai se afastar muito e que não é para se preocuparem, ele explica que vai queimar o caderno e que cansou daquela história. O pai o apoia, mas isso deixa Augusto um pouco chateado pois isso deixa claro que o pai acha que ele está fingindo e que queimar o caderno será a mesma coisa de dizer que não vai mais fazer a brincadeira, a despreocupação do pai quanto ao filho sair mesmo com esse dizendo que tentaram pegá-lo também faz ficar óbvio. Mas Augusto não reclama, ele quer apenas ir ao lado de sua casa e acabar logo com isso e deixar por lá mesmo os restos do caderno, sendo assim se o estranho for atrás das cinzas, terá que procurar do lado de fora da casa e não no quarto do garoto.

Augusto sai de casa nervoso e vai rapidamente para uma calçada próxima, acende o isqueiro, mas antes, lê uma última vez a frase que tantas vezes leu tantas vezes durante o dia, ele quer dar uma última olhada antes de a destruir para sempre. Mas para sua surpresa, ele não acha mais a frase no caderno, ao invés disso acha uma nova, que diz:

"E assim finalmente Augusto percebeu que estava em Fantasmagoria, o seu mundo já não era mais tão pacato, agora a violência e dor o cercavam e ele estava prestes a destruir a única coisa que o mantinha a salvo das assombrações, pois essas iriam matá-lo imediatamente quando não tivesse proteção. O garoto estava tão concentrado em cometer esse erro, que nem ao menos percebeu o perigo que se aproximava, vindo do telhado à sua direita..."

Augusto sente um arrepio e imediatamente olha para a sua direita, e vê uma pessoa andando em cima do telhado de uma casa, com vestes de fantasmagoria e um punhal na mão.

1 - Augusto pergunta o que ele quer.
2 - Augusto sai correndo para casa.
3 - Augusto grita por socorro.

Vocês tem até domingo pra votar. '-' Apontem erros por favor...
Dá uma ajuda compartilhando? =)

Comentários
4 Comentários

4 comentários:

Lucas0sama disse...

Erro "Assustado e vê a janela de seu quero"....deve ser "de seu quarto" ok?

Lucas0sama disse...

2 - é a logica, mesmo que os pais nao vao acreditar se ele "mentir" de novo...

Rodrigo Pimpão disse...

2

Não ando tendo muito tempo para comentar :/

Pinguim disse...

1
tem que ser foda,enfrenta aquele cara Augusto!