sexta-feira, 8 de junho de 2012

Eu sou Deus - Capítulo 49

Esse é um conto interativo, antes de ler essa parte, leia os capítulos anteriores para você não ficar perdido sem entender nada.
I

São quase sete horas da manhã de domingo e Mauro sente-se exausto pois dormiu muito pouco já que teve uma longa madrugada. Ele sobe as escadas do prédio de Emanuel e quando chega ao andar do garoto, vê uma porta aberta, com um casal esperando e o garoto atrás deles. Logo a mulher fala:

-Olá seu guarda, você pode nos dizer o que está acontecendo?
-Ocorreu um homicídio na madrugada de ontem e seu filho é uma testemunha, eu gostaria de conversar com ele a respeito.
-Viu amor? Eu te disse que tinha alguma coisa errada. - Fala a mulher
-Sim, isso eu sabia, mas dizer que foi um lobisomem é brincadeira...
-Bom, vamos ver o que o guarda tem a dizer.

O investigador sente-se incomodado com o casal se referindo a ele como guarda, mas fica mais incomodado ainda em perceber que os dois permanecerão ali para ouvir o que ele vai falar com o garoto e não acredita que o garoto foi idiota o suficiente de tocar no assunto com os pais dizendo que foi atacado por um lobisomem, ele lembra de ser muito mais esperto quando tinha a idade do menino. Emanuel então diz:

-Mãe, esse é o Carlos, o homem que me ajudou ontem.
-Na verdade, o meu nome é Mauro.
-Mas você disse que era Carlos...
-Você deve estar lembrando mal, esse não é meu nome.

O menino olha com uma expressão de quem suspeita de algo mas Mauro não se incomoda, se o garoto insistir ele apenas continuará negando até que desista. Mas não tem que se preocupar, pois o garoto não diz mais nada, então os pais o convidam para entrar e ele se senta no sofá e diz:

-Me fale exatamente o que aconteceu ontem a noite.
-Eu fui jogar RPG na casa do Douglas, também estavam outros amigos e...
-Que outros amigos? - Interrompe Mauro.
-Ítalo, Otávio e Diego.
-Prossiga.
-Nós estávamos jogando a noite quando ouvimos um barulho, o Douglas foi ver o que era e o Diego foi atrás. Depois disso ouvimos uma gritaria e o lobisomem apareceu, o Otávio foi atrás mas o monstro pegou ele também eu acho... O Ítalo ficou comigo no quarto, só que o lobisomem puxou ele pela janela e eu fugi, depois encontrei o seu amigo que me salvou, depois fui para o prédio onde encontrei você.
-Menino nós já falamos que esse negócio de lobisomem não existe, agora conta a verdade pro policial.
-Mais pai, eu estou falando a verdade, eu sei que é difícil acontecer mas é só ver como está a casa do Douglas que você vai ver.

Mauro sente-se mais uma vez incomodado com a presença dos pais do garoto, ele queria falar sobre a criatura da noite anterior de forma mais aberta, no entanto com os pais presentes ele pode acabar perdendo credibilidade se demonstrar que tem interesse na história. Mauro não crê que tenha sido um lobisomem, mas ele sabe que o ocorrido foi fora do comum e lembra-se do macabro encontro que teve horas antes com a criatura misteriosa.

-Me fale como meu amigo te salvou.
-Eu estava fugindo e ele apareceu e disse que iria cuidar daquilo.
-Ele não ficou com medo?
-Não, ele só mandou eu fugir e te avisar que estava ali.

Mauro fica pensativo sobre isso pois tem quase certeza que o tal homem que salvou Emanuel era Matheus. O investigador tenta imaginar o motivo dele não ter se surpreendido com uma visão tão macabra e continua perguntando:

-Mas ele viu o bicho?
-Eu não lembro, acho que sim, eu estava com medo demais na hora.
-Certo, se ele lembrar de mais alguma coisa me ligue, esse é meu cartão - Diz o investigador para o pai do garoto. - Você pode me passar o número dos amigos do seu filho?
-Claro, Emanuel passe os números para o homem.
-Eu agradeço.

Mauro pega os números e se levanta, ele tem muito o que investigar e descobrir ainda...



II

No prédio de Douglas, muitos curiosos cercam o local e a polícia os afasta, também há repórteres com diversas perguntas que Mauro ignora, ele sobe as escadas e pergunta a um dos homens encarregados de analisar a cena do crime:

-Alguma novidade?
-Achamos algumas amostras de pelos suspeitas e pelo corpo das vítimas parece ter sido um ataque de animal, e você, falou com o garoto?
-Sim, mas ainda estou trabalhando nisso.
-Você tem alguma teoria?
-Nenhuma com base, tenho que juntar as peças.

Mauro chega a dar uma olhada pelo local antes de ir para sua casa, onde começa a fazer anotações e colar em seu mural para tentar juntar as peças de forma mais clara e ter uma visão mais clara de onde deve começar. Ele sente de vez em quando um certo peso na consciência às vezes por parecer estar se afastando do que realmente quer descobrir, mas essa sensação passa rapidamente quando se lembra que tanto o caso do ataque da madrugada quanto Carlos e Matheus estão ligados de alguma forma, então apesar de parecer estar mudando o foco, na verdade está apenas dando atenção a uma parte do quebra cabeça para que consiga chegar à outra. Ele cola as novas informações no Mural e a observa atentamente, falando:

-Certo, eu já fui a casa de Emanuel, já coletei informações na casa de Douglas, já chequei a quadra onde houveram muitas testemunhas visuais. Consegui coletar sangue do bicho que me atacou, com os tiros do policial, o bicho deixou sangue nas folhas do jardim. As pessoas insistem que é um lobisomem, é estranho como alguns adultos não tem o menor constrangimento em afirmar algo assim, provavelmente se deixaram influenciar pela história do garoto e quando viram o vulto, acharam que era real, tenho que assumir que aquela coisa era um animal estranho, mas dizer que é um lobisomem já vai longe demais na história... Mas no final do dia, a resposta será dada, pois a análise vai dizer de que animal é esse sangue. Agora tenho que entrar em contato com o policial de ontem para ver se consigo informações mais precisas sobre o animal, afinal ele estava perseguindo, o outro policial está em coma e por enquanto não me dirá nada. Então devo começar localizando essas crianças e ver o que elas tem a dizer sobre o ocorrido, espero poder conversar em particular dessa vez para poder citar o animal de ontem sem grandes constrangimentos.

III

Mauro observa o policial chorar sente algo desagradável, gostaria de não ter que presenciar um homem chorando, então esse diz:

-Lamento pelo seu parceiro.
-Aquela coisa desgraçada! Eu pensei que ele ia conseguir reagir, ele tava indo tão bem e agora isso...
-Eu sei que o momento é difícil, mas eu preciso te fazer algumas perguntas.
-Tudo bem - Diz o homem enxugando as lágrimas - eu sei como é protocolo, o que você quer saber?
-Vocês me falaram que estavam perseguindo um cachorro, mas aquilo não parecia...
-É, eu sei, nós falamos aquilo exatamente porque não sabíamos o que era aquela coisa.
-E você tem ideia do que seja?
-Eu não quero acreditar, mas é só ver o que todos que presenciaram estão dizendo.
-E o que estão dizendo? - Pergunta o investigador ansioso para ver a palavra lobisomem sair dos lábios do policial.
-Você sabe muito bem...
-Sim, e é uma besteira, isso é impossível. Ontem você seguiu o animal, o que aconteceu depois que nos separamos?
-Eu tentei matar ele, mas não consegui, se não fosse por um velho que apareceu...
-Um velho? Como ele era?
-Eu não lembro, ao menos não agora, minha mente está meio confusa e na hora eu estava em choque, mas depois chegou um carro com outros homens e esses pegaram o bicho e o levaram.
-Espere, eu não estou entendendo, o velho matou o bicho?
-Isso, ele o matou e apareceu um carro.
-Qual carro?
-Acho que era uma combi, eu não lembro, era largo o suficiente para colocarem aquele monstro dentro.
-E o velho foi junto no carro?
-Acho que sim...Aliás, não... Tinha um outro cara, ele chegou e os dois foram embora a pé.
-E você não os seguiu por que?
-Eu estava em choque cara, mal conseguia me mexer, eu me surpreendo de não ter me borrado, você viu o tamanho daquela coisa e a situação inteira foi uma loucura, aquilo não parecia real... Mas você viu! Você presenciou junto a mim, a visão daquele bicho.
 -Está bem, se lembrar de alguma coisa, me ligue, aqui está o meu número.

IV

Mauro anda em direção à família de Diego em um hospital particular da cidade. Ao se aproximar o suficiente, ele fala para a mulher, que o espera em frente a uma porta:

-Boa tarde senhora, eu sei que é um momento ruim, mas eu preciso falar com o seu filho sobre o que aconteceu.
-Ah meu deus, eu fiquei sabendo que um dos meninos morreu, isso é verdade?
-Sim senhora, na verdade foram dois e por isso tenho que conversar com o seu filho para descobrir o que houve exatamente.
-Santo Deus, obrigado por permitir que meu filho tenha sobrevivido. Sim, você pode entrar, eu agradeço por estar ajudando nossas crianças. Vá... - Diz a mulher indicando para que o investigador entre no quarto.

Os dois entram e ele vê um garoto com diversos arranhões em várias partes do corpo e uma perna enfaixada, a mãe senta-se do lado do garoto e segura a mão dele, dizendo:

-Querido, esse homem está investigando o que aconteceu e vai te fazer algumas perguntas, tudo bem?

O menino balança a cabeça com uma expressão assustada e então o investigador fala:

-Olá Diego, eu me chamo Mauro e já estive com seu amigo Emanuel, ontem eu o encontrei enquanto tudo estava acontecendo, mas você poderia me contar a sua versão da história para que eu possa encaixar os fatos?
-Todos nós ouvimos um som vindo da cozinha, por isso Douglas e eu fomos ver o que era, mas quando chegamos lá, aquele monstro apareceu - o garoto dá um soluço e começa a enxugar as lágrimas - E matou o Douglas, a mãe dele também morreu, o coitado não fez nada pra merecer aquilo, eu vi o corpo dele sendo despedaçado na minha frente. A mãe dele tentou salvar mas também foi morta e... Se eu... Se eu não tivesse sido salvo, eu também ia morrer.
-Sido salvo?
-É... Eu corri pro quarto, mas o lobisomem me pegou pela perna e me puxou. Eu pensei que tudo estava acabado, que não tinha mais jeito. Mas então o Otávio apareceu.

Mauro leva a mão ao queixo, nota mais uma vez a acusação de que a criatura era um lobisomem e não um tipo de animal selvagem. Ele fica intrigado em como todos estão falando a mesma coisa, mas não pode simplesmente adotar isso como uma verdade. E então ele continua:

-Então seu amigo o salvou... Você lembra o que ele fez?
-Ele jogou fogo no lobisomem. Eu sei que isso parece loucura, mas foi o que aconteceu.
-Como ele ateou fogo?
-Eu não sei, eu vi ele apontando a mão e fogo aparecendo, mas não chegou a deixar o monstro em chamas, ele tentava fugir, mas o Otávio continuava apontando e mais fogo ia aparecendo cada vez mais.
-Eu não entendi, o garoto tinha gasolina na mão e estava lançando, era isso?
-Não moço, ele estava apontando com a mão e para onde ele apontava, o fogo aparecia.
-Entendo, se ele lembrar de alguma coisa, por favor me avise. Diz o homem para a mãe do garoto.
-Eu ligarei, não se preocupe, ele está meio confuso porque está traumatizado, mas vai se recuperar e se ele lembrar de algo, eu avisarei.
-Muito obrigado senhora.

Após se afastar um pouco, ele não consegue evitar falar em voz alta:

-Atear fogo com a mão... É cada maluco que tenho que ouvir depoimento...

V

O investigador sobe as escadas e uma porta está aberta, um casal o espera na porta, e a mulher o cumprimenta com um sorriso, e logo depois se vira para o lado interno do apartamento e diz:

-Que droga Otávio, vem logo! Você não vê que o homem ta esperando?

Um garoto aparece então e diz:

-Olá.
-Bom dia Otávio, eu me chamo Mauro e estou investigando o incidente de ontem, será que você poderia me responder algumas perguntas?
-Sem dúvidas, o que você quiser. Mãe, pai, vocês podem nos dar um minuto por favor?
-Pra que menino? Nós vamos ficar aqui!

Mauro fica surpreso com a forma de falar do garoto, e logo percebe que é daquelas crianças que gostam de agir como adulto. Ele sempre odiou esse tipo de criança pois acha que isso é coisa de pirralhos que querem chamar a atenção e impressionar, mas isso não funciona com ele, pelo contrário, acha muito forçada essa a forma de agir, no entanto aproveita a ocasião e fala:

-Na verdade senhora, eu realmente gostaria de conversar em particular com seu filho se não for incômodo, pois é um caso delicado.
-Tudo bem. - Diz a mulher olhando de forma desconfiada e saindo, segurando no cotovelo do marido e o puxando.
-Pode começar senhor.
-Eu já ouvi o depoimento de seus amigos Diego e Emanuel, mas gostaria de ouvir você falando sua versão para eu poder encaixar as peças.
-Eu estava jogando RPG com meus amigos na casa do Diego, quando ouvimos o barulho de um bicho, eu acho que era um cachorro enorme, estava escuro, ele atacou o Douglas e a mãe dele e matou os dois... Eu consegui puxar o Diego apesar dele ter sido mordido e fugimos pela escada.
-E o cachorro não os perseguiu?
-Sim, mas descemos a escada e conseguimos fugir.
-E o Emanuel?
-Até agora a pouco eu pensava que ele tinha morrido também, mas ele me ligou e vi que está tudo bem com ele, infelizmente o Ítalo caiu do prédio.
-Como?
-Eu não sei... - Diz o garoto ficando com o rosto corado

O investigador acha suspeita a forma de falar do garoto, ele é o primeiro a não se referir ao animal como um lobisomem, também parece muito calmo em falar do assunto apesar de ter enfrentado uma experiência tão traumática. Sua forma de falar do amigo que caiu pareceu mais preocupada do que triste. Mauro sabe que Ítalo foi puxado para fora do apartamento de alguma maneira, pois o corpo tem marcas de garras, ele sabe que não consegue explicar, mas o garoto poderia muito bem dizer toda a besteira sobre o lobisomem ter aparecido na janela e o puxado, é óbvio que Emanuel deve ter falado para ele essa versão, mas Otávio simplesmente omitiu. Outro detalhe que o garoto não citou, foi o fogo no apartamento, e então Mauro pergunta:

-E o fogo?
-Eu não tenho ideia do que você está falando, senhor.
-Havia fogo por todo o apartamento.
-Desculpe, eu não vi.
-Estranho, pois o Diego disse que presenciou você jogando fogo no cachorro.
-Foi um momento horrível senhor, ninguém sabia o que estava acontecendo direito, se tinha fogo na hora, eu não vi. Desculpe...
-Muito bem, por enquanto é só. Se lembrar de alguma coisa, me ligue por favor. - Diz o investigador entregando seu número a Otávio.
-Eu ligarei.

VI

É noite e Mauro dirige seu carro frustrado, o dia foi muito cansativo e tudo estava indo muito bem, no entanto a noite terminou com ele visitando Carlos e depois Matheus, a primeira visita foi tranquila e extremamente satisfatória, no entanto a segunda foi frustrante.

Mauro foi visitar Carlos pronto para fazer sua máscara cair, com o resultado dos testes no sangue do animal, ele descobriu qe estranhamente era o mesmo sangue falso encontrado no porta malas de Carlos dias antes, e também tinha revelado as fotos dos dois que tinha tirado na madrugada, e para sua sorte, haviam algumas boas. A expressão de susto que Carlos fez ao ver as fotos fez Mauro se sentir muito bem e superior, e o homem tê-lo expulso de seu apartamento só fez a sensação parecer melhor pois o investigador adora sentir que está no controle da situação.

Infelizmente as coisas não aconteceram da mesma forma ao visitar Matheus, que teve uma atitude muito suspeita, o convidando para subir e conversando com ele, porém a conversa foi bastante sarcástica. Matheus parecia tão acabado quanto Carlos e o próprio Mauro, pois os três tiveram uma madrugada dura. O investigador mostrou a foto e Matheus não pareceu nem um pouco surpreso, o policial corrupto ainda desceu para acompanhar Mauro até o carro, o que foi extremamente humilhante e a única coisa que fez o seu dia não ser perfeito.

Ao chegar em casa o homem adiciona mais algumas informações ao mural e se deita no sofá, observando e tentando juntar as peças, mas o sono consegue vencê-lo e ele adormece, caindo em um sono profundo com sonhos relacionados a Carlos, Matheus e as crianças envolvidas no caso do lobisomem.

VII

No dia seguinte, Mauro preenche uma papelada em seu escritório, quando o telefone toca, ele atende e ouve a familiar voz de seu informante misterioso dizer:

-Olá Mauro, viu o noticiário hoje?
-Você, não vai me dizer quem é? O que era aquela coisa ontem a noite?
-Isso não importa agora, vamos ao que interessa realmente, você quer pegar Carlos e Matheus ainda hoje?
-É lógico que eu quero, mas eu também quero descobrir o que é isso tudo.
-Então faça o que eu mandar, você recebeu uma carta pelo correio agora a pouco, nela tem um endereço. Feche o cerco nessa casa, use a desculpa de que há uma grande quantidade de drogas no lugar.
-Você acha que para fechar o cerco basta estalar os dedos e no mesmo dia acontecerá?
-Eu já preparei tudo e as coisas irão dar certo. Você é respeitado, use sua influência, eu já deixei tudo pronto e você vai querer fazer isso com certeza.
-E que garantias eu tenho de que...
-Eu não dou garantias, mas acho que você não vai querer se arrepender depois por ter perdido essa oportunidade, além do mais quando foi que menti para você?

O telefone é desligado e Mauro fica intrigado, vai pegar o tal envelope e nele há um endereço para uma casa no Guará, ele senta-se e fica pensativo, pergunta sobre quem entregou, mas como imaginou, tinha sido só mais uma entrega normal pelos correios. Na carta além do enredeço, há a indicação de que os dois chegarão às vinte horas no lugar. Depois de um tempo andando pela sala, o homem decide agir e começa a fazer telefonemas, ele realmente quer ver onde isso irá dar.

VIII

Mauro mal pode acreditar, tudo deu certo, ele conseguiu rapidamente fechar o cerco em uma investigação que não tinha sido iniciada, mesmo estando no meio de um caso muito maior, que é o da quadra atacada pelo animal selvagem. Ele sabe que é respeitado, mas ficou impressionado em como tudo ocorreu tão bem.

O homem observa com um binóculo e vê Carlos e Matheus chegando e encontrando dois outros homens desconhecidos, logo após isso, a porta da casa se abre e os quatro entram. Mauro observa intrigado e então dá o sinal para prepararem tudo ao redor da casa. Ele está empolgado e sabe que isso vai mesmo dar certo. Todos se preparam e após alguns minutos, Mauro pega o megafone e anúncia:

-Aqui é a polícia! Todos saiam com as mãos para cima onde possamos ver, a casa está cercada!

Há uma movimentação na janela da casa como se alguém desse uma espiada e então o homem anúncia novamente:

-Estamos avisando, saiam todos agora!

Ele espera mais um pouco e então anúncia para os outros:

-Vamos invadir.
-Mas senhor, já? Você só falou duas vezes.
-Eu disse que vamos invadir!

Mauro sabe que está se precipitando, mas ele sente uma empolgação enorme principalmente com o fato de que tudo deu certo ao fechar o cerco, ele se sente muito sortudo e após a noite do dia anterior, ele quer terminar essa com a satisfação de olhar na cara de Matheus e dizer que avisou que aquilo iria acontecer.

O homem se posiciona na porta com a equipe e todos se preparam, até receber o sinal e a porta ser estourada, mas todos os homens juntos parecem se assustar pois por um momento uma luz intensa sai das janelas da casa, dando a impressão de que ela estava explodindo, ou algo assim, mas logo percebem que era apenas uma forte luz. Os homens entram apontando suas armas e mandando todos ficarem parados. Mauro espera a equipe entrar e então ouve um homem chamar, ele entra e estranha a sala estar vazia, o homem então diz:

-Senhor, a casa inteira está assim.
-Como assim?
-Vazia senhor, a casa inteira está completamente vazia, não há drogas aqui, nem pessoas, nem móveis, não há nada.

Mauro leva a mão à boca abismado e olha todo o lugar, todos viram os quatro homens entrando na casa, ele viu alguém os observando pela janela, mas simplesmente não há nada ali.

Mauro:

1 - Manda a equipe procurar na rua inteira.
2 - Volta frustrado para a delegacia, não há o que procurar, não tinha como terem fugido por lado algum. E tenta descobrir o numero de seu contato que pela primeira vez passou algo errado.
3 - Pede reforços.

Vocês tem até domingo pra votar, por favor apontem erros *-*
Dá uma ajuda compartilhando? =)

Comentários
11 Comentários

11 comentários:

Fnd disse...

Com erteza a 2! Ele com certeza tem que tirar satisfação!

Rodrigo Pimpão disse...

1
Esse informante nunca erra...


Tem uma parte que está escrito mosntro mas é monstro acho

os adultos não tem o "menos" constrangimento acho que era pra ser menor

e eu nunca vi alguem "enchucango" as lagrimas '_'

tem uma parte que está escrito "maridoe" tem que separar o e

númro


Voltando a escrever capitulos de 8 ou 7 partes assim que é bom, a pena é a preguiça danada de ler!

Skywalkerpg disse...

Pronto, arrumei '-'

Lucas0sama disse...

3
Não acho que eles teleportaram eles podem apenas ter deixado tudo invisível ,a foteenha de capitulo ficou foda hein sky "Deus Não Existe" kkkkk gostei, mauro pede reforços ai as menina e os mano lá aparece de novo ai ele pega eles

Jean_Joker disse...

1 - Aeew, eles voltaram finalmente, mto boa essa história sky

PabloPC disse...

1- O cara não acredita q possa ter um lobisomem, imagina então q eles puderão desaparecer assim do nada! xD

Squall* disse...

1

HernaniNF disse...

1
"Informanete", em VII

Skywalkerpg disse...

Valeu, arrumei *-*

Trickster's Faction disse...

"O Coitado não fez nada para "mercer" isso"


XD

Skywalkerpg disse...

Valeu, arrumei =D