terça-feira, 22 de novembro de 2011

Eu sou Deus - Capítulo 37

Esse é um conto interativo, antes de ler essa parte, leia os capítulos anteriores para você não ficar perdido sem entender nada.
Capítulo 01 Capítulo 02 Capítulo 03 Capítulo 04 Capítulo 05 Capítulo 06
Bom pessoal, como sabem o trabalho ta me matando ultimamente e por isso a demora. Uns tempos atrás o leitor Eduardãozãõum do funk tinha me sugerido que eu colocasse um resumo estilo o de seriados antes dos capítulos, no entanto não havia necessidade visto que estavam saindo em uma velocidade boa, por isso disse que era desnecessário, no entanto agora eles estão demorando muito pela falta de tempo, portanto a partir de agora os capítulos que demorarem demais eu vou por um pequeno resumo para a pessoa se localizar.

Anteriormente em Eu sou Deus...

Felipe recebe uma ligação de um misterioso celular em sua mochila e graças a isso acaba indo parar no hospital por motivos até então desconhecidos, no entanto sabe-se que uma voz mandou ele se afastar de Otávio, o que aparentemente causou medo no garoto.
Otávio diz ter visto o Diabo em seu quarto, ele decide que vai falar tudo para Felipe, no entanto por algum motivo o garoto recua. Enquanto conversam no quarto de hospital algo bate com força na porta, Otávio faz uma demonstração de pirocinese para Felipe, queimando uma flor. Uma enfermeira entra no quarto e diz que Otávio tem que sair dali, no entanto enquanto leva o garoto, ela se lembra que tem que entregar um cartão para Felipe.

E agora...

I

Otávio fica parado observando a enfermeira entregando o cartão para Felipe, depois voltando em sua direção. Uma curiosidade imensa o domina e ele percebe que aquele cartão chegou em um momento muito cômodo. Teria algo a ver com as estrondosas batidas na porta que os garotos ouviram a pouco? Ele não consegue evitar e acaba perguntando:

-Quem foi que te entregou esse cartão?

A enfermeira faz uma expressão de surpresa. Otávio percebe que a reação é devido à ousadia dele em perguntar algo que não é da sua conta e por isso sente seu rosto corar, envergonhado. No entanto a curiosidade é maior e ele quer muito saber o que tem ali. A mulher então responde de forma ríspida:

-Foi um entregador que deixou aqui é claro, quando alguém vem pessoalmente é para visitar e não entregar algo e sair.

O garoto sente que seu rosto está cada vez mais quente e por um momento se sente um idiota já que a pergunta parece ser idiota, no entanto se lembra da quantidade de coisas estranhas acontecendo e percebe que não é tão óbvio assim, não seria surpresa se acontecesse. Otávio então diz:

-Deixa eu ficar um pouco mais moça, só estávamos conversando. Ele é meu amigo...
-Conversando tentando colocar fogo no hospital, ele tem que descansar agora.
-Mas eu...
-É melhor você ir cara, eu quero descansar. - Diz Felipe

Otávio se sente traído e surpreso ao mesmo tempo, então vira as costas e sai. Ele mantém passos rápidos e sente-se irritado com Felipe, principalmente depois dele acabar de revelar algo que não tinha mostrado para ninguém ainda. Fica pensativo se deve ou não falar tudo para ele, afinal com essa atitude acaba ficando difícil se ter a confiança que ele precisa para revelar tudo. Atrás do garoto, ele pode ouvir a enfermeira o chamando, mas realmente não quer ter nenhum tipo de problema, por isso acelera o passo e finge que não escutou.

II

Durante a noite, Otávio deixa a lâmpada ligada. Deita-se na cama mas teme que veja algo novamente, ele fica com os olhos abertos observando o quarto. Apesar de ter um ângulo de visão de grande área do quarto, o medo o domina. Ele tem medo principalmente de algo em baixo de sua cama pois ali ele não pode ver. Otávio pensa em como é infantil ter medo do monstro em baixo da cama, no entanto ao mesmo tempo ele sabe que não é apenas uma criança que teme um monstro vindo de filmes, mas um homem preso em um corpo de um tempo diferente, em um mundo que ele não consegue compreender, onde as criaturas, que antes habitavam só os seus mais sombrios sonhos, realmente existem.
O garoto imagina que a qualquer momento verá um braço surgindo pelos lados da cama e o segurando, mas tenta afastar esse pensamento e com o tempo começa a sentir sono. Fecha os olhos por alguns segundos, mas logo depois abre novamente para ver se nada aconteceu, ele não quer ser pego de surpresa. Logo começa a fechar por mais tempo e então abrir novamente. De repente o garoto sente-se surpreso ao abrir os olhos e perceber que já não está mais na posição que se encontrava antes, mas sim com a barriga virada para a cama e o rosto encostado no travesseiro. Otávio salta da cama e olha para os lados, isso não pode ter acontecido do nada. Após poucos segundos é que ele percebe seu despertador tocando, ele o pega e vê que é hora de ir para a escola. O menino se senta por um instante para por a cabeça em ordem e percebe que adormeceu sem perceber. Sente-se aliviado por ter passado por mais uma noite.
Na escola o garoto observa todos conversando sobre a mesma coisa, "o menino que que teve convulsões". Durante o intervalo, Otávio se senta em um banco e dois garotos começam a conversar sobre o assunto:

-Ouvi dizer que ele saiu da escola.
-É claro que saiu, até parece que ele ia voltar depois de todo mundo ver aquilo. Se eu roubasse um celular e todo mundo ficasse sabendo eu nunca mais voltava.
-Eu não acho que ele roubou o celular.
-Roubou sim e acho que ele fingiu ta tendo o ataque porque não sabia que ele ia tocar no meio da aula então teve que inventar uma forma para sair da escola e não precisar voltar.
-Você está brincando? E todo o sangue?
-Que sangue? Você viu?
-Eu não vi, mas todo mundo viu.
-É o que estão falando mas eu acho que aumentaram a história, não deve ter tido sangue nenhum.
-Mas tinha no chão, você deve ter visto.
-Podia ser tinta.
-Eu não sei porque você não acredita no que aconteceu de verdade.
-É você que não quer acreditar que foi um truque, todo mundo sabe que aquele garoto era bagunceiro, você viu ele brigando com todo mundo olhando. Essas histórias de pactos com o diabo, organizações secretas, maldições, são todas um absurdo. Todo mundo conta porque acha legal mas todo mundo sabe que não existe e que o que aconteceu foi o mesmo de sempre, ele queria bagunçar.

Os dois garotos seguem conversando até o final do intervalo, quando Otávio volta para a sala e para sua insatisfação, descobre que é aula de matemática. O garoto se lembra dos duzentos exercícios que entregou no dia anterior, mesmo não tendo aula do professor. Esse faz a chamada e logo depois avisa que dará negativo para todos os alunos que não entregaram o exercício e então olha para Otávio e diz:

-É, parece que você está aprendendo, mas ainda precisa de um reforço e por isso decidi que agora você terá aulas particulares a tarde.
-O que? - Pergunta Otávio surpreso.
-Você precisa estudar mais, precisa melhorar.

O garoto sente uma irritação intensa pelo professor ter falado que decidiu, afinal quem é ele para decidir algo? E quanto a seus assuntos particulares? E se ele fizesse algum curso durante a tarde? O garoto acha uma atitude idiota do professor, um adulto querendo discutir com um de seus alunos. Então Otávio diz:

-Eu não posso.
-Pode e vai, eu já liguei para sua mãe e ela concordou, agora você vai estudar todas as tardes aqui.

Nesse momento um dos bagunceiros da turma solta um grito, vaiando o garoto e vários outros alunos fazem o mesmo e alguns começam a rir. Normalmente a atitude do professor Eduardo seria a de imediatamente mandar a turma calar a boca, no entanto ele deu um sorriso com os lábios por um momento e só então disse para que fizessem silêncio. Ele parecia estar contente em ver o garoto ser ridicularizado.

III

Ao chegar em casa, Otávio tem uma discussão com sua mãe por ter concordado em deixá-lo estudar a tarde e ela diz que ele precisa aprender a respeitar os mais velhos e que estudar mais não iria fazer mal. Segundo ela, é melhor se ocupar com algo útil na vida que ficar fazendo o que não deve. O garoto mal pode acreditar, já não basta o tempo que esteve de castigo, agora também não pode aproveitar a tarde para tentar descobrir algo mais sobre os acontecimentos, terá que ficar na escola, e a noite ele não pode sair, ao menos não por muito tempo.
O garoto almoça aborrecido, só consegue pensar no quanto detesta seu professor e em como sua mãe era irritante quando ele era realmente criança, até que em certo momento ele tem os pensamentos interrompidos pela mãe dizendo:

-Que horror... De novo isso?

O garoto olha para ela e nota que está falando de algo que está passando na televisão, então ele vê que é uma notícia no jornal:

"...moradores dizem que ouviram um tiroteio, o policial Leandro Castro foi brutalmente morto e teve suas pernas e braços arrancados. A policia afirma que havia uma outra pessoa no lugar atirando pois foram encontradas cápsulas de bala em outro lugar, a policia continua a procurar mas ainda não tem uma resposta."

-Mãe, em que quadra isso aconteceu?
-Eu não prestei atenção e você está proibido de sair a noite, e quando for sair não ande por lugares isolados.
-Ta bom...

O garoto fica pensativo se aquilo tem algo a ver com o que tem ocorrido com ele, uma pessoa sendo desmembrada é bizarro o suficiente para se encaixar com o resto dos acontecimentos.
Otávio descansa um pouco após o almoço, mas logo se prepara para voltar para a escola e assim parte, no caminho ele começa a pensar se terá que ficar a tarde inteira ou se serão apenas uma ou duas horas. O garoto começa a se animar e percebe que claro que não será a tarde inteira, afinal o professor não teria tanto conteúdo para passar, seria tempo demais e com certeza Eduardo teria seus próprios afazeres. O menino tenta deduzir que quadra é aquela pelas imagens que viu na TV e se alguém de sua sala assistiu a reportagem, se sim será bom porque ele pode perguntar e ir lá conferir. Mas imediatamente ele pensa consigo o que quer ver, afinal ele está tentando se afastar dessas coisas e não se aproximar, mas a curiosidade também é intensa.
De repente Otávio ouve um som vindo de uma cerca viva próxima, ele olha e percebe que do outro lado, há alguém, mas ele não pode ver direito por causa das folhas, apenas vê o vulto, o garoto pára por um momento mas logo continua andando e nota que a pessoa o está acompanhando e logo solta uma risada aparentemente de deboche.

Otávio:

1 - Corre para a escola
2 - Volta para casa correndo
3 - Pergunta quem é
4 - Dá a volta na cerca viva e vai ver quem está rindo dele.


Apontem erros por favor e votem até amanhã 23 de novembro de 2011. Ultimamente tem sido bem apertado pra mim, por isso a demora constante.
Twittem aí para seus amigos pessoal =D 

14 Comentários Malditos:

# Del disse...

1 - Corre para escola ***

"o menino (que) que teve convulsões"
-
"todo mundo sabe que aquele garoto era (bagunceiro)"
-
"o garoto (pára) por um momento"

Paulinho disse...

Depois de tudo isso

4 Da a volta e vai ver quem está rindo

TartaxD disse...

3

perguntar não ofende ninguém, nem custa nada né?

ygor disse...

3
a história tá ficando mais tensa

ygor disse...

e a subhistória do Carlos e Matheus vai continua?

Jean_Joker disse...

3

boghopper disse...

1 Otavio já tem problemas de mais na escola.

Rodrigo Pimpão disse...

3

Só eu que não entendi pq mostrar a história do Carlos e do Matheus??? O porque de voltar??? no tempo Eu ainda estou com muitas duvidas...

Rodrigo Pimpão disse...

maldita seta esquerda do teclado, que está solta!!! Me fazendo errar os lugares das letras!!!

Etinex'Nay disse...

1

# Del disse...

Rodrigo Pimpão
Acho que o Sky, tipo que voltou na história, para explicar a parte de Otávio, porque eu acho que Otávio ta envolvido com o final de Carlos e Matheus, então ficaria meio fora de rumo o Otávio aparecer do nada no final da história deles =D

AlissonDmCDj disse...

4- Da a volta Nessa Merda e ve Quem ''Diabo'' esta debochando dele hehheehehheh

Darth Dark disse...

3 - O que demais pode ocorrer? Ser ingnorante nem sempre resolve...

Darthvaderpg disse...

Rodrigo Pimpão

Cara, não adianta perguntar, o sky não vai responder sua pergunta. Com o tempo, tu vai saber cara ! :)