sábado, 22 de outubro de 2011

Eu sou Deus - Capítulo 35

Esse é um conto interativo, antes de ler essa parte, leia os capítulos anteriores para você não ficar perdido sem entender nada.

"Fantasmagoria é um mundo escuro, onde nas noites sempre há uma imensa lua cheia com um brilho extremamente prateado e os dias são permanentemente cobertos por nuvens cinzas, é normal chover ou chuviscar durante o dia. As cidades são repletas de imensos prédios velhos e sujos. Os carros das cidades são modelos velhos, todos seguem o padrão de calhambeques. Mas sem duvidas uma das coisas mais curiosas de Fantasmagoria são seus cidadãos, esses são chamados de assombrações e se vestem de uma forma diferente dos humanos que conhecemos. Todos usam mantos que vão dos ombros até as pernas e calçam botas e luvas de couro, dessa forma seus corpos são totalmente cobertos. São raras as ocasiões em que uma assombração vê o rosto da outra pois todos usam máscaras brancas de porcelana e sempre há nelas um desenho simples demonstrando seus sentimentos. Ou seja se a assombração estiver feliz, terá um sorriso desenhado em sua máscara, se estiver triste terá um rosto triste, e assim varia. Esse mundo é um lugar perigoso e todos nele andam com punhais escondidos em baixo dos mantos.”

-“Assombrações”? Mas que merda é essa? Esse cara é retardado ou o que?

Diz Felipe olhando para afolha de papel amassada, ele está entediado e mesmo tendo uma televisão no quarto do hospital onde está, não consegue se entreter assistindo os desenhos animados que são exibidos na parte da manhã. Em uma situação normal o garoto se sentiria feliz por não ter que ir a aula, no entanto após o acontecimento do dia anterior ele só quer ir para casa ou até mesmo a escola. O garoto ainda se sente muito descontente com os acontecimentos do dia anterior em que um celular apareceu em sua mochila. Ele tenta afastar os pensamentos e se sente trêmulo em lembrar da dor que sentiu. No entanto é difícil conseguir simplesmente esquecer, é como se a voz no telefone continuasse a repetir em seu ouvido as mesmas palavras. A pessoa do outro lado tinha uma voz que parecia ser de um menino e falou para Felipe se afastar de Otávio. Os pensamentos sobre o que aconteceu na hora são confusos, Felipe não consegue colocar sua mente em ordem então prefere simplesmente tentar afastar as lembranças. Sem nada que consiga entretê-lo, o adolescente continua a reler o mesmo papel que roubou do colega de classe no dia anterior. Por alguma razão o texto sobre Fantasmagoria chama sua atenção apesar de achar detestável uma história tão idiota e sem sentido que só mesmo um nerd faria.

O tempo passa e o jornal começa, embora Felipe não ache esse tipo de programação a mais atraente, ele acaba achando um melhor entretenimento do que o idiota programa infantil com personagens vestidos de cachorro. E acha mais interessante ainda quando vê uma das reportagens falando sobre o corpo de uma mulher que foi encontrado partido ao meio, com a cabeça esmagada e com duas armas na mão. O garoto fica tentando imaginar como uma pessoa faria isso e repentinamente o pensamento do telefone vem novamente à sua mente, Felipe mais uma vez tenta afastar o pensamento no entanto acha muito difícil, qualquer coisa que ele vê acaba o levando novamente a lembrar do dia anterior. O menino, perdido em pensamentos começa então a imaginar como terá sido o dia na escola, sobre o que os colegas estão falando e como seria quando ele fosse para a escola novamente, como provavelmente todos iriam querer uma explicação. No entanto o garoto não pensa nisso como algo negativo, mas sim em como será interessante todos curiosos. Apesar de tudo nem ele mesmo saberá o que dizer mas só de saber que ele terá uma história emocionante guardada e que todos irão querer saber, ele sente-se empolgado. Felipe pensa se não deve inventar alguma besteira qualquer apenas para impressionar e talvez até mesmo assustar alunos da sala. Talvez uma história envolvendo um assassino ou algo sobrenatural.

As horas passam e no meio da tarde chega, Felipe continua perdido em pensamentos, quando repentinamente sente seu coração disparar ao ver um menino entrar pela porta de seu quarto. É Otávio, Felipe de imediato não sabe o motivo de ter levado um susto mas logo se lembra que a voz no telefone havia dito para ele ficar longe do Otávio, não era simplesmente um pedido, era uma ordem, a pessoa do outro lado queria que ele ficasse longe ou algo de ruim iria acontecer.

Otávio dá um sorriso para Felipe e levanta a mão em um gesto de saudação, logo depois ele fala:

-Que bom, você está bem, ontem eu vi eles te levando, me desculpe não ter vindo ontem mas eu tinha uma lista de exercício gigantesca para fazer então não pude te visitar antes.
-Não tem problema não.

Felipe acha muito estranho Otávio ir visitá-lo e ainda pedir desculpa por não ter aparecido antes, afinal não é obrigação dele, fazer isso, e ele nem ao menos esperava que seus amigos mais próximos fizessem isso, muito menos um pirralho da quinta série. No entanto esse é o pensamento menos agradável, a presença de Otávio é impactante, ele sabia que iria vê-lo novamente mas não no hospital. Felipe mal teve tempo para colocar seus pensamentos em ordem, muito menos a forma que agiria com Otávio. Ele se sente como se fosse um amigo que tivesse brigado e então sem motivos começasse a falar com ele novamente. Otávio então interrompe os pensamentos do amigo dizendo:

-Hospital particular de rico? Não sabia que vocês eram ricos, afinal estuda na mesma escola que eu.
-É meu pai, ele tem outra família, mas paga um plano de saúde bom.
-Entendi – Diz Otávio dando um sorriso.
-Mas então, o que aconteceu?
-Nada.
-Nada? – Pergunta Otávio um pouco surpreso. – Mas ontem eu vi você sangrando e agora está aqui, os médicos não descobriram o que é?
-Bom... – Começa Felipe, percebendo que ele terá que dar uma explicação ou ficará muito óbvio que ele está tentando evitar Otávio. – Os médicos não descobriram o que era mas o sangue não era meu.
-Como assim?
-Eu não sei, é estranho, eu me sinto bem, não me sinto machucado e os médicos falaram que realmente não entendem porque quando eu cheguei aqui estava tendo um ataque mas é como se as feridas tivessem sumido do nada.

Felipe repentinamente se lembra que quando encontrou Otávio pela primeira vez tinha visto algo parecido, primeiro o garoto parecia estar morto e então depois apenas ferido, no entanto no caso de Otávio ele ao menos apresentava algum tipo de hematoma, já Felipe não sente nada e segundo os exames é como se não tivesse ocorrido nada. Os médicos chegaram a falar em desidratação mas logo falaram que isso não explicava o sangue. O garoto então pergunta, sem pensar muito, para Otávio:

-Naquele dia que encontrei você, aconteceu alguma coisa parecida?
-Como assim?
-Eu não sei, mas lembrei de você.

Felipe começa a pensar sobre como isso tudo pode ter algum tipo de ligação, afinal por que a voz no celular ligaria para pedir para ele se afastar de Otávio? E a semelhança entre os dois casos envolvendo sangue faz parecer ainda mais que existe algum tipo de ligação nisso tudo.

-E o telefone celular? – Pergunta Otávio.
-O que? Como é que você sabe? – Diz Felipe mais alto do que pretendia.
-Está todo mundo falando disso na escola.
-O que estão falando sobre isso? – Pergunta Felipe se acalmando e começando a ficar curioso quanto ao assunto.
-Eu perguntei para alguns alunos da sua sala e falaram que você atendeu um celular na frente da turma e então teve um ataque epilético. Mas ninguém sabe dizer o que aconteceu. Mas tem gente falando que é mentira.
-Como mentira?
-Que você estava só brincando para assustar todo mundo. Mas eu não acredito, tinha muito sangue saindo do seu corpo. Você estava tremendo, não tinha como ser fingimento.
-É claro que não! – Responde o garoto irritado com os boatos.
-Que celular era esse? Era seu?
-Eu não sei de quem era, veio parar na minha mochila, eu atendi só que não lembro de mais nada – Mente Felipe.
-Mas além de vir aqui para te visitar, eu preciso também te perguntar uma coisa.
-O que?
-Antes de ontem a noite você foi até minha casa, estava falando que viu uma coisa e que ela estava atrás de você. Aquilo era verdade?

Felipe olha para baixo e se lembra da criatura de um olho só, sente um arrepio ao pensar nela. No dia anterior ele iria esperar a hora do intervalo para relatar o que aconteceu a Otávio, no entanto a voz do outro lado do telefone celular disse para se afastar de Otávio e não falar sobre mais nada. O garoto percebe que é melhor começar a evitar assuntos do tipo, pois isso só irá gerar mais assunto e assim será mais difícil se distanciar sem parecer natural. Logo ele responde:

-Não, eu só queria te assustar.
-Mas parecia ser verdade mesmo. – Diz Otávio com uma expressão de decepção.
-Mas não era. – Responde Felipe tentando dar um sorriso natural.
-Que pena... Quer dizer, não que eu lamente por você não ter sido perseguido por um monstro, mas é que eu pensava que era verdade mesmo e antes de ontem eu vi uma coisa terrível no meu quarto cara, era...

Nesse momento um forte som de pancada faz os dois olharem imediatamente para a porta. O barulho fez parece que algo muito pesado foi jogado contra ela.

1 – Felipe aproveita para desviar o assunto, se levanta e vai abrir a porta.
2 – Felipe fica curioso e manda Otávio continuar o que estava falando.
3 – Felipe fala que está cansado e precisa descansar e diz que era só brincadeira mesmo e não quer ouvir a história agora porque está com a cabeça cheia. Esse será um ótimo passo para se distanciar de Otávio.

Vocês tem até meia noite de amanhã 23/10/2011 para votar e por favor apontem erros.
Twittem aí para seus amigos pessoal =D 

13 Comentários Malditos:

ish_padilha disse...

2

Squall* disse...

2

Etinex'Nay disse...

Não vou votar essa. Muito difícil.

AlissonDmCDj disse...

3 Con Certeza Não é Uma Boa Ideia Ficar Proximo do Otavio Pode acabar ferindo e a coisa q salvou o otávio disse q ele passaria por situações parecidas talvez tenha sido a mesma coisa ...

. disse...

Achei um erro:

"...Felipe de imediato não sabe o motivo de ter levado um susto mais logo se lembra que a VOS no telefone..."

Skywalkerpg disse...

Valeu ponto, arrumei =D

TartaxD disse...

2

ROOOKERO disse...

2

Jean_Joker disse...

2

Kyoshi disse...

V:3
J: Caralhou pessoal ó_ó leva em consideração a opinião do felipe a situação mental dele +Porque eu sempre voto nas opções que nunca irão ganhar ? >_>
SG: Sky, ja pensou em fazer que nem no blog do maldito ? Uma enquete ? Ficaria mais simples e todos saberiam a quantidade atual sem robos ó_ó

Skywalkerpg disse...

O povo já não comenta votando direto, imagina se fosse só clicar em votar? kkkkk, mas de qualquer forma eu nem sei fazer aquilo e teria preguiça provavelmente =/

infynity dragon disse...

Perdi a votação...

Kyoshi disse...

Sky... voce me decepciona :/