Como notei que está demorando muito para que saia cada capítulo do
audio conto de half life, então acabei inspirado para escrever outro conto interativo com base em votação. Para quem não sabe como funciona, eu publicarei capítulos e ao final de cada um colocarei opções e os leitores votarão em como continuará. Mas antes eu quero avisar umas coisas para evitar passar raiva nessa história como aconteceu na
colina das almas esquecidas.
Você é uma pessoa incapaz de acompanhar calmamente uma história até o fim? Faz o seguinte, não leia essa... Eu não sei quando vai acabar, a história é na base de votação, se você quiser uma história que já tenha o final definido, leia um livro, daí é só contar quantas páginas faltam. Eu não enrolo, se eu coloco sub histórias no caminho é unicamente porque eu quero enriquecer o universo. A colina das almas esquecidas foi um conto com uma história ridícula absurdamente clichê, a história era a mais basica das basicas medievais, um grupo de heróis(cllichê) indo em uma jornada(clichê) salvar a mocinha (ULTRA CLICHÊ). Eu sabia que a história principal era fraca, foi proposital, o motivo é que eu só queria colocar em um mundo medieval, agora o que atraiu os leitores foi o quanto o universo da história recebeu conteúdo e ficou rico graças a isso, mesmo assim tiveram uns infelizes que INFERNIZARAM MINHA VIDA pra eu ficar só na história principal e não desviar o foco, isso deu muita raiva e desanimei, eu não pretendo passar pelo mesmo aqui, então se você não gosta de ver os personagens principais entrando em histórias a parte da principal, simples, SE MANDA! Mas não fica enchendo o saco vai? Se não gosta é só não ler...
A história NADA tem a ver com o estilo da colina das almas esquecidas, mas não fiquem decepcionados, muita gente começou a ler a colina e no começo achou muito fraco mas logo começou a se empolgar muito com a história, dê uma chance para essa, talvez você goste.
"Por que a história se passa em Brasília?" simples, porque eu moro em Brasília, é muito mais fácil escrever em um cenário que eu já conheço. Mas relaxem, eu sei que muita gente aqui é preconceituosa e acha que histórias de suspense ou com eventos sobrenaturais só podem se passar em Nova Iorque e que é ridículo se passar no Brasil, mas vamos deixar de preconceitos bobos quanto nós mesmos né? Mesmo porque eu não escrevo uma história em Nova Iorque nem com macumba è_é.
Caso dê empate em algum capítulo, o último que votou será considerado vitorioso, por exemplo se a opção 3 e opção 5 deu 10 votos cada e o último das opções empatadas a ter votado foi na opção 5 então ela será a ganhadora.
Coloque o numero da opção que você votou no começo do comentario, porque na hora de contar eu saio lendo só o inicio, isso facilita muito, tem gente que fala "Eu queria votar na opção 2, mas gostei muito da opção 1 só que de qualquer forma vou na 3 porque é a mais lógica" aí eu tenho que ler o comentário inteiro, pode parecer bobo mas na hora da contagem é chato ler cada um de todos os comentários pra escrever finalmente a continuação. Votos que comecem com duas opções serão ignorados, por exemplo a pessoa colocar "2 ou 4" eu não vou escolher pela pessoa então o voto será anulado, portanto escolha só uma opção.
Não pergunte o que vai acontecer, é lógico que eu não vou contar, por que diabos eu falaria? Se quiserem podem criar teorias ou conversar nos comentários sobre, se quiserem me perguntar coisas, me perguntem coisas que vocês não entenderam direito, mas agora algum mistério que não foi revelado, não adianta, isso estragaria a surpresa.
Eu ainda não tenho certeza sobre a idéia, mas tem coisas bem profundas que estou preocupado em colocar, eu não sei ao certo se seria aconselhavel para pessoas muito novas...
Mais uma vez, esqueçam a colina das almas esquecidas, essa é outra história. Agora chega de papo e vamos lá...

Otávio é um homem de 28 anos, ele se sente um fracassado na vida. Aos 25 conheceu aquela que parecia ser a mulher de sua vida, ele estava com planos de se casar e a partir do relacionamento ela acabou engravidando, porém antes do nascimento da criança, os dois se separaram. Apesar dele gostar de sua bela filha de dois anos de idade, ele sente como se sua vida tivesse acabado. É obrigado a pagar uma pensão todo mês e trabalha como nunca como atendente de telemarketing em uma agência de viagens, todos os dias ele tem que ouvir diversas reclamações. Apesar disso ele faz questão de fazer horas extras, organizando diversas papeladas da empresa para conseguir ganhar um dinheiro a mais, porém isso acaba fazendo com que o já escasso tempo livre acabe sendo menor ainda. Otávio tenta se manter calmo e aguentar todas as humilhações, mas as vezes ele sente como se estivesse prestes a explodir, sua vida parece não ter sentido algum, a única chance que ele tem de crescer é ganhando algum sorteio, pois não tem tempo para estudar e teme muito em se arriscar procurar outro emprego pois caso não se adapte as coisas piorarão muito, além disso não carrega ilusões de ser promovido, ele se vê condenado à vida que tem, amarrado a ela, tendo apenas que aguentar.
Apesar dos constantes esforços para tentar agradar outras pessoas, na esperança de conseguir bons contatos,ele percebe que as pessoas não valorizam nenhum ato, pelo contrário, parece que exigem mais ainda dele, se acostumam, acreditam que ele ser assim é direito delas... Claro que há exceções como é o caso de seu gerente, esse o odeia naturalmente, Otávio não sabe exatamente o motivo, talvez ele o ache um funcionário bobo demais, ou talvez simplesmente não vá com sua cara, mas a verdade é que provavelmente ele nunca vai saber e nem pretende perguntar.
Certo dia enquanto organiza alguns papéis, o celular de Otávio vibra, ele olha e vê que é sua ex, ele já sabe o motivo... Dinheiro, o atendente não acredita que um dia se viu perdido de amor por essa mulher que agora parece tão diferente, talvez ele estivesse cego, como nunca notou antes? Ela sempre foi uma sangue suga, talvez até tivesse planejado ficar grávida, ele já disse que pagará assim que receber, mas ela insiste, exige que ele pague antes e sempre faz um jogo sentimental dizendo que Otávio não ama sua filha, o que o irrita muito pois apesar de achar sua ex insuportável, amor foi algo que ele nunca negou à garotinha.
Ele segura o celular na mão e pensa um pouco se deve atender ou desligar. Nesse meio tempo o seu gerente se aproxima e diz:
-Você deveria se preocupar mais em fazer suas próprias ocupações ao invés de ficar no celular.
-Desculpe eu não atendi.
-Mas está com ele na mão não é? Por que ele está ligado? Aqui é trabalho, não diversão, se não quer ser demitido, é melhor começar a se empenhar.
-Desculpe senhor.
-Desculpe... Sempre o mesmo não é? Olha Otávio eu tento ser legal com você, mas sempre é a mesma coisa, você se mostra um profissional preguiçoso e incompetente. Aliás, te chamar de profissional é realmente um belo de um elogio pois sua atitude não tem nada de profissional. Tem muita gente lá fora melhor que você e que mataria pelo seu cargo, mas mesmo assim é você que está aqui.
-Desculpe...
-Estou cansado desse seu jeitinho "desculpe... desculpe..." a vida não é feita de desculpas Otávio, você tem que acordar, tem abrir os olhos pra o que ta ao seu redor. Eu sinceramente não sei quanto tempo vou te deixar aqui se continuar desse jeito.
-Mas eu vou desligar, juro, eu não tinha atendido.
-Já deveria ter desligado...
Nessa hora alguém chama o gerente em um canto do escritório, é o dono do lugar, ele vai até o homem e o cumprimenta, os dois começam a conversar, Otávio não ouve direito o que conversam, mas consegue perceber algumas palavras como "incompetente" e "demitir", os dois olham pra ele e o gerente faz questão de diversas vezes apontar enquanto o dono do lugar apenas o observa. O celular continua vibrando, ele apenas o joga para o lado em um canto da mesa e baixa a cabeça, encostando na mesa, seu coração bate acelerado, ele sente uma raiva intensa de sua ex, tem vontade de atender e a xingar muito. O som gerado pela mesa com o telefone vibrando apenas faz aumentar mais vontade de fazer isso, logo o telefone do telemarketing começa a tocar, ele se mantém de cabeça baixa, não quer atender, ele não aguenta mais tudo aquilo. A voz de seu chefe o criticando se destaca em meio ao som do telefone e do celular, ele continua ouvindo insultos, e então ouve uma voz vindo de sua frente, é seu colega de trabalho dizendo que precisa de alguns documentos, mas ele não responde, se mantém como está. Otávio está em desespero, todo aquele som, toda aquela pressão... De repente, ele finalmente parece voltar a si, mas mantém a cabeça abaixada na mesa. Todo o som pára, o do celular, o do telefone, as críticas do chefe, o colega de trabalho, até mesmo o som do ar condicionado desaparece por completo, tudo o que ele ouve são sons que ele não consegue distinguir direito, mas parecem papéis sendo rabiscados, e então ele ergue a cabeça e se surpreende com o que vê. O homem está em uma sala com várias crianças sentadas, logo nota que é uma sala de aula e todas estão olhando para baixo, ele olha então para sua própria carteira e vê um papel, parece uma prova de matemática. Ele vê seu nome completo assinado nela e a data 13 de abril de 1995. Ao olhar para suas mãos, Otávio percebe que essas não mais são mãos de um adulto com os pelos que ele é tão acostumado ver, mas sim mãos de uma criança. Logo começa a se questionar sobre o que está acontecendo sem conseguir entender nada.
Ele olha mais uma vez para aqueles alunos e percebe que são todos rostos familiares, olha então para o professor e lembra dele, aquele é o professor Eduardo, deu aula para ele na quinta série, foi um dos professores mais rigorosos que ele já teve e causou muitos problemas. Esse professor nota Otávio olhando e diz:
-Algum problema? Não dê uma de engraçadinho na minha sala! Preste atenção na sua prova ou eu tiro ela de você e se eu achar que você ta colando, ainda vai receber uma advertência.
-Desculpa professor...
Otávio fala isso instintivamente, ele se acostumou a pedir muitas desculpas durante sua vida, porém dessa vez se surpreendeu em como não reconhecia sua própria voz e ela estava tão mais fina que o normal. Ele baixa a cabeça e olha novamente para a prova e então do nada ouve uma voz vindo de trás dele.
-Não ligue para ele, se levante e venha até o banheiro, estarei esperando lá por você. Mas vá agora isso é mais urgente do que você possa imaginar.
Otávio:
1 - Olha para trás para ver quem é.
2 - Se levanta e vai ao banheiro ignorando o professor.
3 - Pede permissão de ir ao banheiro.
4 - Fica onde está, espera a prova acabar para finalmente ir ao banheiro.
Vocês tem até meia noite para votar, convide seus amigos para ler!
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